Refrigerante Probiótico

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O mundo ocidental vem despertando pra os sabores e funcionalidade dos fermentados, afinal os probióticos gerados pelas bebidas fermentadas são excelentes para prevenção e tratamento de diversas alteração de saúde , agindo na microbiota do intestino tem ação direta sobre a imunidade.

Existem muitas possibilidades de fermentações, mas devido as limitações da Síndrome Látex Alimentos, fiz adaptações de uma tradicional receita russa, cuja base é batata doce. A receita a original sugere muito mais ingredientes que incluem frutas, o que para mim não é possível. Mas com poucos ingredientes foi possível fazer um refrigerante muito saboroso que lembra o sabor do “keep cooler”, porém menos doce.

Fiquei muito satisfeita com o resultado, um frisante saboroso e gaseificado cheio de saúde!

A receita é simples e o processo também, mas é importante observar o processo e envasar de forma certa para não explodir tudo e fazer uma lambança, bem como estarem atentos a vedação, no segundo processo de fermentação, após coar.

Providencie, antes, garrafas plásticas para 4,5 litros. Serão armazenados 3 litros, mas os vasilhames tem de manter espaço vazio para fermentar. Também pode ser envasado em vidro, mas é arriscado, pois caso fermente muito pode explodir – além disso o plástico permite que você sinta que ele está enrijecendo e assim pode saber quando houve bastante formação do gás e, portanto, está pronto.

Na primeira tentativa tinha apenas uma boa garrafa de 3 litros, mas como disse, ao envasar é preciso deixar espaço vazio para o gás. Então usei outras duas, uma de vidro e uma de água com bico. Ambas tinham tampas que não vedavam bem e foram empurradas pelo gás, pude assim experimentar o resultado de diversos pontos da fermentação e em todos eles o sabor estava ótimo, mas somente a garrafa que ficou bem fechada formou gás suficiente para formar bastante bolhas.

Eis, então, a receita do Fermentado de Batata (refri de batata doce).

 

Ingredientes:

  • 2 batatas doces grandes ou 04 pequenas lavadas, descascadas e raladas;
  • 1 e 2/3 xícaras de açúcar mascavo (pode ser demerara ou cristal, evite o refinado);
  • ¼ de xícara de suco de cenouras, feito com 02 cenouras em ¼ de xícara de água e 1 pimenta sem semente, coado;
  • 1 pitada de sal marinho;
  • ½ copo de Kefir de água ou 01 grão do Kefir;
  • 3 litros de água filtrada.
  • Recipiente de 03 litros para a primeira fermentação e garrafas plásticas para a segunda fermentação. Estas últimas deverão ficar com 1/3 vazio quando envasadas para a segunda fermentação, portanto você precisará de várias para colocar os 3 litros e respeitar este espaço vazio que é fundamental para o gás se formar sem explodir. Pode ser colocado em vidro, mas no plástico é possível sentir que ele enrijece a medida que o gás se forma e assim saber quando está pronto.

Preparo

  • Lave, descasque e rale as batatas.
  • Coloque as batatas raladas no recipiente de 3 litros e acrescente os demais ingredientes, completando com os 3 litros de água;
  • Tampe com papel e reserve, no escuro, por 2 dias.
  • Coe, coloque nas garrafinhas plásticas com tampa respeitando os 1/3 de espaço livres e reserve no escuro por mais 2 a 4 dias. Observe o gás e aperte a garrafa para sabe quando suspender a fermentação. Se preferir mais suave e dependendo do calor do ambiente, 1 dia pode ser o suficiente. Mas se quiser refrigerante bem gaseificado, deixe de 2 a 4. Quando a atingir o ponto de fermentação desejado, deve ser levado ao refrigerador e pode ser consumido em 2 semanas.

 

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Relato de Alergia ao Látex com Diagnóstico Tardio

Descrevo aqui tudo que posso lembrar-me e possa vir a ter relação estabelecida com manifestações físicas que, hoje, sei serem devido da Síndrome Látex Alimentos, conhecida por Alergia Látex Fruta ou Síndrome Látex Fruta Vegetais, nomeada por mim de forma mais ampla devido a infinidade de alimentos relacionados por alérgicos ao látex de todo o mundo.

Saliento que muitas coisas custam a estabelecer relação devido ao tempo decorrido sem diagnóstico correto, a falta de literatura e de conhecimento a respeito e que, portanto, sendo eu leiga em medicina convencional (a não ser pelos tantos tratamentos e cirurgias a que fui submetida) não tenho nenhuma pretensão em apresentar trabalho científico, apenas de criar meios para esses, registrando informações que poderão vir a ter sua relação estabelecida, facilitando o diagnóstico e a compreensão dessa alergia que parece estar crescendo a medida que a utilização do látex também o faz.

Primeiros sintomas alérgicos

Nasci de cesariana em 1970. Fui amamentada por apenas um mês e criada com hábitos excessivos de higiene.

Durante toda infância tive constipação, chegando a ficar uma semana sem evacuar. Ao comer pipocas, passava 3 dias vomitando. Cólicas e dores de cabeça foram sempre presentes.

Em 1979, com 9 anos de idade, tive uma forte reação alérgica, com inchaço especialmente do rosto e da glote, pois havia tomado um xarope de um primo e foi diagnosticado como sendo alergia ao iodo.

Em três outras ocasiões, por uso indevido de iodo em exames no hospital, tive reações cada vez mais fortes.

Desde 1979, sentia fortes inchaços na cabeça, dores diagnosticadas como enxaquecas muito fortes, que me deixavam totalmente aturdida, com sensação de falta de oxigenação na cabeça. A cada dita crise de enxaqueca, passava uma semana com dores insuportáveis na cabeça e náuseas, algumas vezes acompanhadas de vômitos.

Em 1986, aos 15 anos de idade, dei a luz a um menino.

De 1986 em diante, passei por demasiados procedimentos ginecológicos, tendo feito cinco laparoscopias e três cirurgias, sendo que após a primeira laparoscopia – onde foi diagnosticado Endometriose – tive uma infecção de trompas, fiquei dois anos sem menstruar, com as trompas obstruídas, mas ainda com Endometriose, passando por histerosalpingografias e demais procedimentos constantemente. Em 1986, também, tive a primeira pneumonia durante a gravidez. Depois, após duas laparoscopias, tive pneumonia novamente.

Em 1994 fiz tratamento para indução à gravidez, ainda na busca pela cura da endometriose. Engravidei e passei por um abortamento espontâneo devido a toxoplasmose. Estava com 15 semanas de gestação.

No ano seguinte, 1995, tive a primeira crise de asma. (Refiro isso embora não entenda ainda bem essa relação, mas foi por esse fato que iniciei a conversa com meu ginecologista onde foi feito meu diagnóstico de Síndrome Látex Fruta Vegetais). E por essa época também, um pouco antes, passei a ter uma tosse seca muito forte e irritante, pela qual eu já era reconhecida, e que me causava, além do desconforto de tossir, muito constrangimento.

Depois disso, outra série de cirurgias.

Em 1998, nódulo da mama. Em 1999, histerectomia.

Em 1999, descobri também que tinha Glaucoma e estava ficando cega, tendo passado por 18 cirurgias nos olhos entre 2001 e 2009.

Diversas hipoglicemias acompanhadas de hipotensões, levando à perda de consciência, que em uma delas, no final do ano de 1999, me levou a uma isquemia leve e a ficar três meses internada no Hospital São Lucas- PUCRS, para investigação do caso e para fisioterapias. Nesse momento, foi dado como diagnóstico início de diabetes e a recomendação que segui, a risca, dali em diante foi de retirar totalmente o açúcar da dieta, o que provavelmente contribuiu para diminuição do contato com alguns dos alérgenos que mais adiante descobri ser o mais reagente em meus exames de IgE, o grupo das castanhas, pois o doce que sempre consumi mais foi o chocolate, e esse costuma ter sempre a presença de ao menos traços de castanhas. Durante onze anos não consumi açúcar, mas ainda chocolate diet, o qual parei por que me sentia mal quando comia e não identificava o por quê. Hipotensões, hipoglicemias, desmaios, enxaquecas, dores estomacais, cólicas, urticárias e pneumonias passaram a ser frequentes.

Em 2002, acidez gástrica dez vezes acima do normal, sangramentos digestivos, e a tosse seca foi diagnosticada como tosse por refluxo gastroesofágico e, após sangramento digestivo, passei por cirurgia de urgência para Correção de Hérnia de Hiato. Nesta época, vomitava quase tudo que comia.

Paralelamente, fui diagnosticada com glaucoma em estágio avançado em um dos olhos e evolutivo no outro, isso no ano de 2000. De 2001 à 2005 passei por oito cirurgias oculares em busca do controle da pressão intra ocular. Tinha dores incapacitantes nos olhos, na face e toda cabeça, sensação de que o crânio estava inchado. Edemas cada vez mais evidentes aos amigos, não eram percebidos ou valorizados pelos médicos.

Quanto mais tentava colírios, tratamentos e cirurgias oculares para o controle do glaucoma, pior ficava. E então, em 2001, fiquei totalmente cega do olho esquerdo. Em 2004, também do direito.

Em 2003, a acidez continuava, até havia aumentado. Diagnóstico de Intolerância a Lactose, nova Cirurgia de Correção de Hérnia de Hiato (às pressas) devido a sangramento digestivo por úlcera. Mesmo após cirurgia, muita acidez e necessidade de medicação para refluxo gastroesofágico.

Anemia, diarreias devido à Intolerância a Lactose sempre foram constantes, tendo passado com peso entre 44 e 48 kg (tenho 1,70 de altura). Estava sempre abaixo do peso para minha altura.

A cada cirurgia, passava mais mal. Eram tocados anestésicos, necessitava adrenalina e altas doses de corticoides, mas nunca me foi mencionado o termo “anafilaxia” ou houve encaminhamento para um alergologista investigar a(s) causa(s) das reações.

De 2005 em diante, depois de alguns tratamentos dentários, passei a ter crises cada vez mais frequentes de rinite e asma, muitas evoluindo para sinusites e pneumonias. Edemas, especialmente na face, passaram a chamar à atenção.

A tosse seca também estava mais forte e já se estabelecia relação direta por fatores que a desencadeavam, como corantes de alimentos amarelos (que também originavam diarreias), cerveja, vinho, sucos, molhos e muitas outras coisas.

Em 2007, após longas conversas com vários médicos, chegou-se a conclusão que eu não era diabética de forma alguma, e que as hipoglicemias teriam outra origem, talvez mais relacionadas à intolerância a lactose, então aos poucos voltei a ingerir açúcar e consequentemente chocolates, e as crises de asma passaram a ser muito frequentes.

Pontos, curativos com fitas adesivas, tudo causava séria rejeição e urticárias.

Em 2008 ingressei na faculdade de tecnologia de alimentos, passando a ter muito mais contato com alérgenos alimentares e comendo com maior frequência castanhas, uvas e kiwis, típicos da região onde fui morar para estudar.

Muitas crises fortes por muito tempo me levaram, em 2008, a imunoterapia também.

Sabendo-se comprovadamente por testes de contato de outras tantas alergias que eu apresentava, foram feitas as vacinas, todas ocasionando novas crises, que depois esclareceu-se que foram devido ao uso de seringas com êmbolos de borracha e frascos com tampas de borracha, além da contaminação das luvas durante todo seu processo de manipulação em laboratório.

Anos de tortura e falta de compreensão.
De 2009 à 2010 passei por mais dez cirurgias oculares pelo glaucoma.

Fui removida por ambulância em duas vezes durante aulas práticas de laboratório e por diversas outras tive de me retirar por não suportar os sintomas. Durante as diversas vezes que fui aos atendimentos de urgência ou aos médicos que me acompanhavam, nunca era mencionado o termo “anafilaxia”, exceto pelo alergologista que passei a frequentar e recentemente havia feito diagnóstico de alergia grave. Desde a infância apenas vago com idas raras a consultas nesta especialidade que culminavam em medicação para controlar os sintomas manifestados, evoluindo de muitos anti histamínicos para o uso cada vez mais frequentes de corticoides. Foi necessário abandonar o curso de tecnologia de alimentos e procurar um alergologista após ter cinco anafilaxias seguidas em atendimento de emergência, após ser retirada inconsciente do laboratório onde pela primeira vez uma médica evidenciou e referiu que eu estava tendo anafilaxias e que a causa estava ali comigo ou no ambiente hospitalar, sendo enfática em me medicar e dar alta para que eu fosse para casa e tomasse banho e procurasse o alergologista. Até então, creio que eu nem mencionara ao alergologista ao qual havia ido em poucas consultas até então, estes episódios graves além da asma. Não fazia ideia sequer que estavam relacionados.

Eis que, em conversa durante consulta de revisão com o ginecologista desabafo: “Estou muito bem, mas estaria bem melhor se não fossem as alergias, não aguento mais estar constantemente em crise alérgica, já ter inchado e aumentado 20 quilos, ter de tomar corticoides em grandes doses e não saber o que fazer para reverter isso”. E, então, surge a conversa reveladora.

Esse, que além de ótimo ginecologista é uma pessoa maravilhosa, ao me observar e fazer alguma perguntas me revela que estuda as reações ao látex devido ao fato de ter alguém próxima à ele, também médica, que descobriu ter tal doença, e que passou e passa por transtornos semelhantes aos que eu passava. Com receio de invadir a especialidade alheia, me reencaminha ao alergologista para falar a respeito e se possível fazer exames de IgE.

Assim foi feito. O alergologista, agradecido pela ajuda do colega em nos mostrar um caminho até então não percebido inclusive pelo fato de se ter outros diagnósticos e esse não ser comum, me encaminhou aos exames e lá se confirma alergia ao caju e a banana, estabelecendo reação cruzada com látex e muitas outras coisas. Muitos exames foram feitos e reações diagnosticadas.

E aí, tudo parece finalmente ter um elo entre si, e não apenas o fato de ter um monte de doenças como se elas fossem isoladas.

Constatações

Tenho Glaucoma, mas esse agravou-se devido ao aumento da pressão intracraniana que ocorre durante as crises, acompanhando os edemas (inchaços).

Tenho acidez gástrica somente se ingerir Lactose e se consumir qualquer dos alimentos me causam alergias, caso contrário meu estômago vai muito bem (obrigada!) e sem uso de medicação.

Só tenho crises de asma e sucessivas pneumonias após contatos com látex ou outros alérgenos aos quais reajo.  Os problemas ginecológicos muitos foram em função de genética, de péssimo acompanhamento médico na época e gravidez precoce, e o abortamento decorrente da toxoplasmose parece ter sido o gatilho para tornar-me mais alérgica.

As diversas cirurgias agravaram a alergia ao látex por excesso de exposição, e a cada procedimento, me tornavam mais hipersensível.

Minha dieta, supernatural e orgulhosa por adorar tudo que é saudável, em especial tudo que sei hoje que não posso, também agravou bastante a situação.

Hoje procuro evitar tudo que descrevo mais adiante e que se sabe que me causa reação, e muito mais que ainda nem sei, e é quase impraticável estar fora de risco.

Tenho cuidados especiais devido à cegueira provocada pelo Glaucoma e agravada pelo aumento da pressão intracraniana gerada pelas crises alérgicas, e esses cuidados muitas vezes me expõe ao látex.

Tenho cuidados odontológicos a fazer impraticáveis e a dificuldade de nem poder usar creme dental.

Minha dieta é limitadíssima… mas tenho uma dieta a seguir.

E, principalmente, tenho a consciência sobre essas coisas, e isso faz toda diferença.

Sei com o que me medicar, consigo identificar mais facilmente a origem das crises para tentar evitar a reincidência, e melhorei consideravelmente minha qualidade de vida com o auxílio de bons médicos dispostos a se envolverem, embora muitos nem queiram me atender por não estarem dispostos às “novidades”, e assim estamos em busca de entender melhor essa “doença moderna” e buscar maneiras de lidar com ela.

Relação dos diversos sintomas pós-contato com diferentes alérgenos

(correlação entre grupo alergênico, tipo de contato, tempo de manifestação e medicação necessária).

1- Látex

1.1- Causa: contato por pele, mucosas ou inalação do látex, especialmente com o pó adicionado a borracha (talco de luvas, balões…).

1.2- Reações: anafilaxia, asma, laringite com edema de glote, dores oculares, inchaço, urticária, vermelhidão.

1.3- Tempo de manifestação: entre 6hs e de 12hs após o contato.

2- Frutas, Legumes, Verduras e Castanhas

2.1- Causa: ingestão ou contato com frutas, castanhas e outros alimentos. Sempre muito forte quando por castanhas e mandioca.

(Kiwi; uva, laranja, limão, pêssego, banana, morango, manga, caqui, melancia, moranga, brócolis, espinafre, mandioca, batata, alface americana, rúcula, radite, caju, nozes, castanhas, pinhão, amendoim, vinho, cerveja, refrigerantes, carnes com amaciante, chocolates e biscoitos contendo traços de castanhas, ginko biloba, soja…)

2.2- Reações: inchaço principalmente das vias respiratórias superiores, perda de consciência, dor intensa na cabeça, especialmente nariz e olhos, má digestão, azia, diarréia, dores abdominais, sangramento com fezes, sensação de colapso circulatório e congestão.

2.3- Tempo de manifestação: 15min. a 4 horas após a ingestão, ou em alguns casos imediatamente.

3- Fragrâncias.

3.1- Causa: fragrâncias em geral  de frutas, perfumes, xampus, cremes, produtos de limpeza, cera, tintas, sabões, lenha, cigarro, incensos, colas.

3.2- Reações: inchaço vias respiratórias superiores e rosto e queimaduras nas mucosas e pele, dor ocular, edema de glote, urticária, vermelhidão.

3.3- Tempo de manifestação: imediata

4- Tartrazina

4.1- Causa: ingestão ou inalação de corante amarelo tartrazina em alimentos, medicamentos, produtos de higiene e limpeza.

4.2- Reações: coceiras, tosse seca, bronco espasmos, acidez gástrica, má digestão, urticária, vermelhidão.

4.3- Tempo de manifestação: imediata

5- Sol, Calor, frio e Atividade Física

5.1- Causa: exposição ao sol ou manta térmica com infravermelho, calor, suor, caminhadas, bicicleta ergométrica, agitações.

5.2- Reações: vermelhidão, urticária, inchaço do rosto e vias respiratórias superiores, broco espasmos, edema de glote.

5.3- Tempo de manifestação: imediato ou até 2 horas.

6- Cloreto de Benzalcônio e demais conservantes

6.1- Causa: Uso de medicamentos e soro fisiológico contendo conservantes.

6.2- Reações: queima da mucosa, dor; inchaço; falta de ar.

6.3- Tempo de manifestação: imediata.

Observação sobre o Cloreto de Benzalcônio.
Esse conservante parece ter agravado muito a sensibilidade das mucosas, pois está presente em diversos (quase todos) colírios que usei na tentativa de estabilizar a pressão ocular e que sempre tiveram efeitos adversos, bem como em medicações inalatórias para rinite (especialmente Avamys) e tratamento para clareamento dental, todos tendo desencadeado reação extremamente fortes e com queimaduras em toda mucosa dos olhos, nariz, laringe e esôfago, evoluindo para crises severas de asma. Foi confirmada sala reação quando após retirada quase total de outras medicações fiz uso de soro fisiológico contendo o mesmo e a reação apareceu igual a quando em outros.

 

Produtos que Oferecem Risco Eminente

  • Filtros de água e nebulizadores;
  • Leites e derivados devido ao manuseio durante a ordenha;
  • Lingeries com elástico;
  • Meias;
  • Panela de pressão;
  • Produtos de limpeza;
  • Produtos e equipamentos odontológicos;
  • Luvas, camisinhas, garrotes, êmbolos de seringas, tampas de frascos, tubos balões, atilhos, e demais materiais de látex, principalmente de uso hospitalar, sendo o talco usado em alguns desses muito volátil, tornando a exposição perigosa devido a facilidade com que penetram nas vias respiratórias, além do contato;
  • Travesseiros e colchões;
  • Cosméticos, maquiagens e perfumaria, tudo que tem aromas tem ácido cítrico;
  • Margarina;
  • Refrigerantes e bebidas alcóolicas;
  • Secadores de cabelo;
  • Splits, ar condicionados e climatizadores que contenham borrachas no interior;
  • Controles remotos;
  • Fones e cabos elétricos;
  • Canetas com borracha;
  • Calçados e bolsas com borracha;
  • Adesivos, colas em geral;
  • Brinquedos;
  • Medicamentos e alimentos com aditivos em geral, muitos não informam nem mesmo a presença dos corantes;
  • Cuidado com as substâncias presentes e descritas apenas como “excipiente q.s.p.”;
  • Cuidado especial com ingredientes presentes em diversos tipos de alimentos e perfumaria, como ácido cítrico e gomas arábica, guar e xantana;
  • Cuidado com a manipulação de alimentos por luvas de látex, inclusive pão;
  • Cuidado com os traços das substâncias alérgenas em alimentos, pois a Anvisa não obriga a informação de tais traços, exceto leite e glúten;

 

  Alimentos que Oferecem risco Eminente (por ordem de gravidade dos sintomas)

  • Castanhas, de qualquer tipo (nozes, amendoim, pinhão…);
  • Alho;
  • Chocolates e biscoitos que contenham traços de castanhas, amendoim, nozes e assemelhados;
  • Frutas em geral, especialmente uva, banana, kiwi, melancia, laranja, limão, abacate, pêssego e morango;
  • Mandioca;
  • Brócolis, espinafre, rúcula, radite e assemelhados;
  • Batata inglesa;
  • Soja;
  • Gengibre
  • Grãos integrais, cereais;
  • Manjericão, sálvia, alecrim, erva cidreira, hortelã, ervas aromáticas no geral;
  • Mostarda;
  • Aromatizantes naturais ou artificiais;
  • Produtos manipulados em locais que manipulem qualquer dos anteriores e que possa haver contaminação pelos mesmos;
  • Cebola;
  • Alface;
  • Pepino;
  • Ovo;
  • Linhaça;
  • Salsa;
  • Milho;
  • Aditivos (sulfitos, corantes, emulsionantes…).

 

Condutas a partir do diagnóstico

1.Exclusão total do látex.

2.Estabelecimento da dieta.

É fundamental estabelecer a dieta segura da forma correta, que sempre que possível envolve o auxílio de profissionais além do alergologista como nutricionista, gastroenterologista, psicólogo e os que forem necessários e envolvidos.

A principal dica para chegar a dieta segura é ter consciência de que alérgicos ao látex com reações cruzadas à alimentos tem dieta individualizada e podem reagir a muito mais alimentos dos que os relacionados em estudos até o momento portanto quando não há estabilidade com remissão dos sintomas pode ser necessário permanecer em dieta extremamente restrita mas segura por período a ser determinado em conjunto com os profissionais envolvidos e também com o auxílio deles, realizar de forma segura as reintroduções de um alimento por vez, respeitando prazos para observar reações até chegar a uma dieta diversificada segura. O contrário, retirar alimentos sem a certeza de a quais a pessoa reage além de tornar o processo difícil e confuso devido as várias formas de reações de alérgicos com Síndrome Látex  Alimentos – SLA pode levar a exclusões desnecessárias tanto quanto sensibilizar cada vez mais por insistir em ingerir alimentos que causam reações apenas por não os considerar relacionado ao látex.

Passei, para isso, quatro anos comendo apenas derivados de farinha de trigo branco a e carnes, após descobrir reagir ao arroz, fazendo testes de provocação oral (TPO) aliados a exames, para enfim chegar aos alimentos que seguem.

Dieta de Daisy Fortes

  • Cenouras;
  • Cacau;
  • Café;
  • Carnes;
  • Coco;
  • Derivados de cana de açúcar;
  • Moranga capotiá;
  • Farinha de trigo branca;
  • Pimentas;
  • Batata doce;

Lembrando que esta dieta é segura para mim e não significa ser para outros pois cada organismo estabelece reações cruzadas diferentes, o que é um dos maiores desafios para pessoas com SLA pois cada um terá de descobrir sua própria dieta

3. Cuidados gerais.

É preciso repensar a nossa existência para viver com alergia ao látex quando se está muito sensibilizado, e se possível, antes de chegar a tanto.

Algumas medidas que podem inicialmente parecerem muito radicais podem ser o detalhe que faz toda diferença na qualidade de vida.

Muitas dicas essenciais para exclusão do látex como cuidados com medicamentos, aromas, roupas e ambiente em geral, além de receitas e protocolos para atendimentos de saúde estão disponíveis no blog http://www.slabrasil.com  e são postadas aqui no Facebook https://www.facebook.com/sindromelatexalimentos/ .

4. Tratamentos, medicações e condutas.

Durante os últimos cinco anos fiz uso de medicação para controle da asma grave mediada por IgE, e com isso as reações anafiláticas também diminuíram bastante, porém houveram muitos contratempos com o uso desta medicação, que trouxe inúmeros e graves efeitos colaterais e recentemente tive anafilaxia a própria medicação, precisando descontinuar o tratamento e estando agora mais sensibilizada e com os efeitos colaterais acumulativos de tudo este processo.

É fundamental estar consciente de que a alergia ao látex é adquirida pela exposição excessiva e/ou precoce (atenção às crianças! O número de crianças diagnosticadas tem aumentado muito e a exposição precoce as luvas de látex no ambiente hospitalar está entre as principais causas.), progressiva e até o momento não há comprovação de dessensibilização,  tratamento ou curas possíveis, embora hajam especulações em parte da Europa para dessensibilização só o que houveram até então foram registros de reações graves em grande parte dos pacientes envolvidos nas tentativas e relatos vagos de possíveis melhoras. Tais experimentos estão desaprovados pela FDA e pela comunidade médica em geral.

 

Daisy Fortes, 20 de junho de 2018.

Desodorante de óleo de coco

Essa é a melhor das receitas!

Não requer prática, tão pouco habilidade, sendo o mais eficiente desodorante que conheço.

Batas misturar óleo de coco e bicarbonato de sódio na proporção e 1 para 1 (1 colher de sopa de óleo de coco para cada 1 colher de sopa de bicarbonato) e está pronto para aplicar.

Aplique suavemente para não agredir a pele das axilas especialmente após a depilação, mas utilize também por vezes com um pouco mais de vigor ou mesmo durante o banho em partes diversas do corpo se desejar esfoliação.

Creme dental natural

Cremes dentais industrializados além de muitos alergênicos, contém metais pesados, conservantes, corantes, muitas coisas que são prejudiciais ao nosso corpo e a natureza em geral e é o tipo da substituição muito fácil e agradável pois tanto o efeito na limpeza dos dentes quanto a sensação desta base natural são maravilhosos, não troco por nenhum industrializado ainda que eu o pudesse.

Foto dos itens necessários para a receita de creme dental sobre uma mesa com um pano azul.

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de óleo de coco;
  • 1 colher de sobremesa de bicarbonato;
  • 1 pimenta chilena(ou à gosto outras pimentas, alecrim, sálvia, malva ou hortelã, no meu caso, apenas pimentas).

Preparo:

Retire as sementes da pimenta e coloque apenas a carne em um mortar ou algo adaptado para fazer maceração (espremer sem cortar diretamente as fibras, extraindo os líquidos pela pressão), desmanche a pimenta o máximo possível e se preferir retire os pedacinhos maiores da pele, eu os deixo.

Aos poucos misture o óleo de coco e o bicarbonato e continue pilando e misturando.
Veja bem, não é fundamental que seja um mortar, mas para que as substâncias sejam extraídas e sejam agregadas da melhor forma a pimenta ou as ervas utilizadas não devem ser dilaceradas.

Coloque em vidro higienizado e utilize normalmente para escovação.

Costuma alternar utilizando algumas vezes solução de 200ml de água filtrada com 1 colher de sopa de vinagre de álcool sem conservantes e 2 colher de chá de sal marinho, pois por muito tempo utilizei somente esta solução e a sensação de higiene me agrada.

Importante lembrar que o bicarbonato é bastante abrasivo, procure adaptar a quantidade de acordo com a sensibilidade de seus dentes, não excedendo a proporção de mais de meia medida de bicarbonato de sódio para cada medida de óleo de coco.

Potes de vidro armazenando o creme dental que ganha coloração clara e alaranjada.

 

Alternativas Naturais Artesanais

O blog foi criado com foco nas adaptações que a alergia ao látex impõe diante de tantos produtos industrializados dos quais precisamos abrir mão para uma vida livre de látex.

Diante disto, cada vez mais outros aspectos da vida da protagonista deste blog e da página do Facebook Síndrome Látex Alimentos- SLA estão diretamente ligados aos conteúdos que disponibiliza como tentativa de auxiliar nesta jornada.

Eu, portanto, Daisy Fortes, sempre fui uma pessoa de opções naturalistas, pratico yoga desde os 14 anos de idade (estou com 47) e sou uma apaixonada e disciplinada aluna da vida, tendo foco em conhecimentos ancestrais indianos, xamânicos e tudo que reestabeleça ao máximo possível minhas conexões com o universo.

Tenho convicção de que este é um aspecto fundamental para minha sobrevivência até aqui, e creio que os que me conhecem ou ao menos leram o relato sobre a descoberta da SLA em minha vida poderá facilmente perceber isso.

Os tempos tem sido difíceis, sem conseguir alívio dos sintomas mesmo com altas doses das poucas medicações possíveis, com isso, a meditação, o Reiki e a alquimia diária de inventar e reinventar comidas saborosas com apenas 10 itens e criar produtos de higiene pessoal e limpeza os mais naturais possíveis com estes mesmos poucos ingredientes, embora pareça para alguns uma parte muito difícil do processo, é para mim o motivo maior de gratidão à vida. Descobrir a cada dia uma maneira de vida mais natural e independente da industrialização é um desafio delicioso.

A partir de agora então, teremos no blog e na página além das receitas comestíveis, dicas de alternativas naturais artesanais para vida diária, iniciando pelos cuidados de higiene pessoal. Lembrando que não é apenas uma opção por ser natureba, é para muitos alérgicos, a única opção saudável, o que nos leva ao significado maior: “Tudo na vida traz consigo aprendizado, você decide quando irá absorver para seguir para a próxima lição”.

Alergia ao Látex: Medicações e Atendimentos de Urgências

Algumas considerações especiais quanto aos medicamentos precisam ser levadas e conta quando se tem alergia ao látex:

Primeiramente, qualquer medicamento que você costuma usar, ou seja, receitado vai precisar ser livre de látex, isso significa que, além de saber se você reage a algum componente do medicamento, será preciso informações precisas do laboratório quanto à produção dos mesmos, a fim de descartar possíveis contaminações durante a fabricação, embalagem e estocagem.

Embora tenhamos uma lei que obriga a rotulagem do látex em alimentos (e esta não vem sendo cumprida satisfatoriamente) e de produtos médico hospitalares, não há regulamentação sobre a rotulagem do látex em medicamentos, onde é muito comum a presença do mesmo, e em boa parte dos laboratórios nem saibam informar.

A cansativa rotina de alérgicos de fazer contatos com SAC é fundamental para segurança e precisa se obter a certeza de alguma forma de que a resposta é confiável, portanto, sempre que possível fale com o farmacêutico responsável.

Outro ponto importantíssimo é o da conduta em urgências. Alérgicos com asma grave e/ou anafilaxia precisam obter as informações citadas logo que diagnosticados para saberem exatamente quais medicações poderão ser usadas com segurança diante de uma crise grave.

Crises graves são acidentes, demandam ações rápidas e precisas, você não poderá esperar por informações e o risco de utilizar algo que possa ainda agravar o quadro não pode existir.

O ideal é que, logo que diagnosticado e prescrito pelo médico o que você deverá usar tanto em conduta de manutenção quanto de crise seja pesquisado e, assim que souber quais medicações e laboratórios pode confiar, ter um kit de emergência sempre a mão.
Seringas, luvas, garrotes, aparelho de pressão, o que for possível e habitualmente necessário em urgências podem também fazer parte do kit, mas o ideal é que um básico com mínimo necessário seja feito para que esteja sempre junto ao paciente.

Exercícios em que a família pode e deve contribuir podem ser realizados aleatoriamente para conferir se você estaria pronto para uma crise. Telefonemas ou mensagens ocasionais em que alguém incite: – Você está começando a reagir, encontre sua adrenalina em no máximo 10 segundos. Após, encontrada adrenalina, quanto tempo você levaria para se deslocar ao atendimento médico mais próximo? Seu kit com medicação segura estaria com você?

Embora não sejam suficientes para evitar reações, uma vez que o látex não é totalmente retido por elas e olhos e pele também absorvem e podem assim levar a reações graves, máscaras ajudam muito para alérgicos que reagem pela inalação que necessitem ambiente hospitalar.

Não há modelo que retenha totalmente o látex no mercado, nos EUA utilizam respiradores reutilizáveis da 3M linha 6800, mesmo enormes e um tanto constrangedores, ainda que não resolvam totalmente o problema são os mais eficazes. Modelo Aura pff3 3M também são livres de látex e com boa absorção, estes mais fáceis de serem encontrados e com valor baixo podem compor o kit de emergência e garantir que você ao menos consiga suportar o ambiente hospitalar. Desconheço outra marca que tenha respiradores livre de látex, por isso cito 3M, sem qualquer interesse em divulgar a mesma.

Laudo médico é sempre fundamental, bem como receita das medicações para crise que devem ser seguidas por plantonistas ou seu médico deverá ser informado.

Os risco da utilização de medicamentos e equipamentos durante uma emergência, que contenham látex, é enorme e neste caso, mesmo que a medicação inicie um processo de regressão do pico da crise, ela poderá voltar com intensidade maior minutos, horas ou mesmo até 03 dias depois.

Alergia é coisa séria!
Cuide-se!

sla

Croquetes

Aperitivo é mesmo tudo de bom, né?

Acompanhado de cerveja, suco, refri, café ou seja qual for sua opção, um bom salgadinho sempre cai bem.

E se ele for feito daquelas sobrinhas de carne que você não sabe como reaproveitar, ainda melhor.

Foto de um saco plástico transparente com alguns croquetes já prontos para fritar.

A receita é simples e repleta de sabor.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de leite de coco (receita aqui no blog);
  • 2 xícaras de farinha de trigo;
  • 1 a 2 xícaras de sobras de carnes assadas ou bifes;
  • sal e temperos à gosto.
  • 2 xícaras de água;
  • 1 xícara de farinha de coco (receita no blog);
  • banha para fritar.

Preparo:

  • Coloque a carne no liquidificar e triture bem.
  • Em uma panela grande, misture a carne triturada, o leite de coco, a farinha e os temperos. (Aqui em casa usamos pimentas diversas nas carnes, seja nos bifes ou assadas, então adiciono apenas uma pequena pitada de sal a esta massa)
  • Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até formar massa sólida relativamente seca, em ponto de enrolar.
  • Retire do fogo e reserve até esfriar um pouco.
  • Em uma tigela pequena, coloque a água que será usada apenas para umedecer as mãos.
  • Coloque a farinha de coco em um prato, ela será usada para empanar.
  • Com as mãos molhadas, modele croquetes a seu gosto e passe na farinha de coco. Frite em banha quente ou congele para fritar depois. Após frito pode ser reaquecido no forno.

 

Foto de cinco croquetes já prontos, distribuídos sobre um prato de porcelana branco.

Foto de uma mão segurando, com um guardanapo, um croquete onde já foi dada uma mordida.

Bom apetite!

Um protocolo padrão ouro para o atendimento a pacientes com SLA

O Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES) publicou um documento intitulado Práticas Padrão Ouro de Assistência ao Paciente com Alergia ao Látex.

Nos sentimos no dever de reproduzir, na íntegra, todas as informações contidas no PDF que você também pode baixar neste link: Padrão Ouro Livre de Latex.

Confira:

PPO IBES 003 – Práticas Padrão Ouro de Assistência ao Paciente com Alergia a Látex

JUSTIFICATIVA

Alergia ao látex é qualquer reação imunomediada à proteína do látex, associada a sintomas clínicos. Profissionais de saúde devem estar aptos a identificar os grupos de risco e proporcionar condições adequadas para a prevenção e o tratamento seguro, frente às reações graves que podem trazer risco de vida.

APLICABILIDADE

Os profissionais de saúde atuantes em quaisquer tipos de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, serviços de imagem, entre outros).

ALERGIA AO LÁTEX – DEFINIÇÃO

A sensibilização pelo látex ocorre quando há contato repetitivo, estimando-se ser necessária uma exposição de seis meses a quinze anos para o seu desenvolvimento. É causa importante de alergia ocupacional e reações alérgicas em indivíduos
sensibilizados.

Pode manifestar-se como eczema, urticária, simples rinite ou conjuntivite, angioedema, asma e até choque anafilático.

Pacientes considerados como grupo de risco são aqueles que apresentam:

  1. História de anafilaxia ao látex ou teste de reação ao látex positivo.
  2. História de alergia/sensibilidade ao látex, com referência aos seguintes sinais e sintomas:
    – prurido, edema ou vermelhidão após contato.
    – edema de lábios ou língua após tratamento odontológico ou por assoprar balões de borracha.
  3. Pacientes sem história de alergia ou sensibilidade, mas pertencentes ao grupo de risco:
    – com espinha bífida / anormalidades urogenitais congênitas ou adquiridas, que necessitem cateterizações vesicais freqüentes.
    – profissionais de saúde ou trabalhadores de indústria que manuseiam látex.
    – pacientes submetidos a múltiplos procedimentos cirúrgicos.
    – pacientes atópicos, com alergias múltiplas (abacate, abacaxi, banana, castanha, kiwi, nozes, morango, uva, maracujá, pêssego, damasco, manga, banana, tomate, batata).

PRÁTICAS PARA A ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM ALERGIA AO LÁTEX NO AMBIENTE DE SAÚDE

  1. Capacite todos os profissionais de saúde da sua instituição para o reconhecimento dos pacientes do grupo de risco.
  2. Crie sistemática de identificação do paciente alérgico ao látex, visando proteger o paciente de exposição a materiais que contenham látex. A identificação deve ser feita tanto no paciente (por exemplo, uso de pulseira de alerta: “Alergia ao Látex”), quanto em todos os documentos do prontuário (prescrições, evoluções, etc), diariamente.
  3. Cuidados devem ser prestados de forma a envolver o mínimo de pessoal possível. Profissionais envolvidos no atendimento ao paciente do grupo de risco, deverão ser orientados a seguir o protocolo: médicos, enfermagem, equipe multiprofissional, equipe de higiene, voluntários, e serviços de apoio (Radiologia, Laboratório, etc).
  4. Cirurgia eletiva do paciente de risco deve ser agendada no primeiro horário, quando se encontram os mais baixos níveis de antígenos dispersos no ar, diminuindo a exposição às proteínas do látex. Se não for no primeiro horário, a sala
    cirúrgica deve permanecer parada por 2 horas e 30 minutos.
  5. No Centro Cirúrgico:
    – membros da equipe: devem mudar trajes e lavar as mãos antes de entrar na sala de cirurgia “livre de latex”;
    – restrinja o fluxo de pessoas: a mesma equipe deve ser mantida durante toda a duração do procedimento cirúrgico;
    – manter pessoal disponível para coletar e entregar qualquer equipamento adicional para o procedimento;
  6. Afixar alertas de “Alergia ao látex” nas áreas de permanência do paciente (salas de cirurgia – dentro e fora, recuperação anestésica, quarto – cabeceira e parte da frente da cama.
  7. Disponibilizar caixas de luvas sem látex em todas as áreas: devem ser verificadas na admissão, colocadas ao lado da cama do paciente e utilizadas durante a internação.
  8. Qualquer item ou equipamento a ser utilizado sobre ou perto do paciente precisa ser verificado sobre o conteúdo de látex antes do uso.
  9. Padronizar materiais “isentos de látex”. Tal identificação deve constar na embalagem.
  10. Outros cuidados que devem ser tomados no atendimento o paciente:
    – Colchonetes e braçadeiras, não identificados como “isentos de latex”, devem ser cobertos com lençol de algodão;
    – Equipamentos de ressuscitação: isentos de látex.
    – Balões de latex: proibidos nas áreas pediátricas;
    – Carrinhos de reanimação devem ter luvas, circuitos, máscaras e catéteres sem látex;
    – Tegaderm®, Micropore® e gesso Sleek ® são livres de látex e podem ser usados;
    – O estetoscópio deve ser livre de látex (ex: Littman ® contém látex);
    – Se possível: não aspirar ou diluir medicamentos através das tampas dos frascos, não aspirar ou injetar pelos injetores das bolsas, não puncionar nos injetores laterais dos equipamentos.
    – Higiene e SND devem ser informados sobre pacientes com alergia a látex para garantir precauções ao limpar a área dos pacientes e servir comida (ex: luvas de vinil para preparação de alimentos e luvas livres de látex para limpeza).
  11. A equipe assistencial deve estar preparada para manejar uma reação alérgica aguda.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E SITES DE INTERESSE

  1. http://www.sbai.org.br/revistas/Vol335/alergia_33_5.pdf
  2. http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/16061/2404714_218117.pdf
  3. http://www.saj.med.br/uploaded/File/novos_artigos/106%20-%20Anestesia%20e%20as%20Novas%20Fronteiras%20da%20Alergia.pdf
  4. http://www.rch.org.au/rchcpg/hospital_clinical_guideline_index/Latex_management_of_a_patient_at_risk_of_or_with_a_known_latex_allergy/
  5. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-70942003000100012&script=sci_arttext

CONTRIBUIÇÕES

– Eliana Maria Pereira Castiglioni
Enfermeira pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialização em Enfermagem Obstétrica pela UNIFESP. Especialização em Hospitalar pelo IPH. Especialização em Enfermagem em Centro Cirúrgico pela Universidade de Guarulhos
(UNG). Título de especialista em Gerenciamento em Enfermagem, pela Sociedade Brasileira de Gerenciamento em Enfermagem (Sobragen). Avaliadora-Líder ONA/IBES.

 

 

Rocambole de Cacau (Pão Doce)

Receita suuuuper saborosa, pra deixar a vida mais doce. =)

Foto de uma travessa de metal sobre uma mesa com toalha florida. Dentro da forma está o rocambole, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.
Foto de uma travessa de metal sobre uma mesa com toalha florida. Dentro da forma está o rocambole, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.

Ingredientes:

  • 1 xícara (280 ml) de leite de coco caseiro (receita no blog);
  • 1 colher das de sopa de óleo de coco extra virgem;
  • ½ colher das de chá de sal marinho;
  • 1 xícara (280 ml) de açúcar mascavo;
  • 3 xícaras (280 ml) de farinha de trigo;
  • 1 xícara (280 ml) de farinha de coco caseira (receita no blog);
  • 1 colher das de sopa rasa de fermento biológico seco;
  • 1 xícara de cacau puro orgânico.

 

Preparo:

  1.  Misture aos poucos os ingredientes na ordem listada, reservando ½ xícara de açúcar mascavo e a 1 xícara de cacau para o recheio. Sove (ou coloque na panificadora na função “massas” e retire ao final seguindo direto ao passo 3.) e deixe repousar por cerca de 30 minutos.
  2. Sove novamente agora sem tanto vigor e deixe repousar por mais 30minutos.
  3. Sobre forma retangular média ou grande, antiaderente ou untada e abra a massa com as mãos segurando pelas bordas e deixando-a espichar até formar retângula que preencha a forma.
  4. Despeje espalhando por toda extensão a ½ xícara de açúcar mascavo, reservando um pouco para cobertura, e a xícara de cacau, reservando à gosto. A utilização de uma peneira fina pode deixar mais uniforme.
  5. Enrole a massa com suavidade, essa depois de enrolada fiz pequena curva, já fiz rosca ou apenas reta, crie à seu gosto e de acordo com o tamanho de suas formas e travessas de servir. Reserve.
  6. Pré aqueça o forno por cerca de 20 minutos em torno de 200° antes de assar.
  7. Asse até dourar, essa dourou um pouquinho a mais, à gosto.
  8. Sirva fria, perfeita quando servida com um bom café.

 

Foto em close de uma travessa de metal, com o rocambole dentro, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.
Foto em close de uma travessa de metal, com o rocambole dentro, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.

Semana de Conscientização sobre Alergia ao Látex – Lançamento do Folder

 

Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA. Capa e contracapa.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA. Parte interna.

“Na  Semana de Concientización Sobre Alergia al Látex, desde a Asociación Argentina de Alergia al Látex, queremos compartilhar com todos o tríptico que faz parte da nossa Campaña de Prevención de Alergia al Látex.

Do ponto de vista da inocuidad alimentaria, tem sido um longo e belo trabalho em conjunto com o nosso querido designer gráfico Gustavo García Melieni. Uma vez terminado, pedimos a ajuda da Daisy Fortes, diretora da Síndrome Látex Alimentos – SLA para traduzi-la ao português, assim como o apoio da RED Inmunos (Associação Argentina de Alergia a Alimentos) já que muitos de seus associados sofrem de alergias alimentares que podem provocar reações cruzadas com o látex.

Aqui estão as duas versões para a América Latina. Esperamos que sejam uma ferramenta educacional útil e esclarecedora, que os ajude a fazer as mudanças necessárias para prevenir esta patologia e oferecer alimentos seguros.

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