Bolo Nega-Maluca (sem leite animal, sem ovos e sem fermento)

O Nega-Maluca é um dos bolos mais populares (e gostosos!) do Brasil, e abaixo ele surge numa receita que não utiliza leite animal, nem ovos e nem fermento. Fica uma delícia!

Foto de um bolo Nega-Maluca, já pronto, dentro de uma forma de metal, que está sobre uma mesa com uma toalha quadriculada com as cores vermelho e branco.

 

INGREDIENTES

Para a massa:

  • 3 colheres de sopa de óleo de coco;
  • 1 xícara de açúcar mascavo;
  • 3 xícaras de farinha de trigo;
  • 1 colher de chá (bem cheia) de  bicarbonato de sódio;
  • 1 colher de sopa de vinagre de álcool;
  • 3 colheres de sopa (bem cheias) de cacau puro;
  • 1 xícara chá (aproximadamente) de água quente.

Para a cobertura:

  • ½ xícara de óleo de coco;
  • 3 colheres de sopa de açúcar (costumo usar 1 de açúcar cristal e 2 de açúcar mascavo pois o cristal contribui na consistência);
  • 3 colheres de sopa de cacau puro;
  • ½ xícara de leite de coco caseiro.

 

MODO DE PREPARO

Massa:

Em uma tigela, despeje os ingredientes na ordem acima, vertendo o vinagre no bicarbonato sobre a farinha ainda seca.  Adicione, então, o cacau e misture suavemente adicionando – aos poucos –  a água quente e batendo com uma colher até que a massa fique homogênea para desgrudar do fundo da tigela.

Asse em forma de alumínio untada por cerca de 35minutos e reserve.

Cobertura:

Leve os ingredientes ao fogo em uma panela, mexendo constantemente até engrossar. Despeje sobre o bolo quando estiver morno ou frio.

 

Pronto, agora é só fatiar à gosto e comer sem medo de se lambuzar!
E não esquece de voltar aqui pra contar como ficou o seu Nega-Maluca.

 

 

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Bolinhos de Moranga Capotiá recheados com carne moída

Só de escrever aqui já dá água na boca. Esses bolinhos são super gostosos e ótimos como petisco ou acompanhamento de alguma refeição.

Ingredientes:

Recheio

  • 400g de carne moída (guisado, pra quem é do RS) refogada e temperada a gosto.

Massa

  • 2 xícaras de purê de moranga capotiá cozida no microondas (1/2 moranga sem sementes e bagaço, por cerca de 10min);
  • 1 xícara de farinha (uso de trigo mas podem fazer com outras) ou mais, até dar liga;
  • ½ colher de café de bicarbonato de sódio (opcional, deixa mais fofinho);
  • Sal a gosto;
  • Óleo ou banha par fritar.
Foto dos bolinhos já em suas formas, colocados em uma fôrma preta e polvilhados com farinha branca.
Foto dos bolinhos já em suas formas, colocados em uma fôrma preta e polvilhados com farinha branca.

Modo de preparo:

Com as mãos, faça bolinhos e recheie com a carne moída. Eles podem ser fritos em seguida ou congelados para serem fritos sem descongelar.

Foto dos bolinhos já fritos e servidos sobre um prato branco.
Foto dos bolinhos já fritos e servidos sobre um prato branco.
Foto de um bolinho partido ao meio mostrando o recheio com a carne moída, sobre um prato branco.
Foto de um bolinho partido ao meio mostrando o recheio com a carne moída, sobre um prato branco.

A sombra do invisível

Quando perdi a visão, o glaucoma foi agravado bruscamente pelas graves reações alérgicas que eu tinha, e passei a elaborar em mim algo que chamava de “proteção emocional para o preconceito”.

Fui mãe solteira aos 15 anos e por muitas vezes sofri quieta. Não que alguém pudesse me convencer que a sua desaprovação fosse minha, pois a vida me fez “Fortes” não foi à toa. Então percebi que o preconceito era uma maldade algumas vezes velada e noutras explícita, mas sempre cruel e que adoece quem o gera e ao mundo, e sabia que atingia, ali, um nível a mais da tal “desaprovação alheia”, pois agora era uma mãe solteira, cega e não queria apenas que a tristeza que me invade quando as pessoas são más baixasse o meu tão agradável padrão de energia que tanto mantenho por disciplina.

Foto da sombra de um homem projetada na calçada. O homem que projeta a sombra não aparece na imagem, somente seus tênis.
Foto da sombra de um homem projetada na calçada. O homem que projeta a sombra não aparece na imagem, somente seus tênis.

Encarar o preconceito de frente requer conhecê-lo, tentar entender onde e por que se forma e perceber que, muito além do fato de não enxergar, havia um preconceito ainda maior por ter tido a graça de ter ótimos cirurgiões que fizeram meus olhos parecerem “normais”, e isso era ofensivo para alguns.

Ouvi (e ouço) muitas pessoas suspeitarem de que não posso ser cega por ter ótima desenvoltura, cozinhar, usar mídias digitais, olhar na direção dos rostos e dos sons e este foi um ponto importante a entender: As pessoas temem o que não entendem.

Já ouvi coisas como: -Não pode ser cega, olha como o olhos dela são normais!
Ou: – Como seria tão feliz se fosse cega de verdade.

Parece até engraçado, mas é triste.

A descoberta da Síndrome Látex Alimentos- SLA me mostrou, então, mais uma face do preconceito. As pessoas não temem só o que não entendem, temem ainda mais o que não enxergam. Não cabe em suas mentes limitadas e acomodadas tentar entender ou no mínimo aceitar que cada um tem suas limitações e que se não enxergam a pessoa passando mal ou se não veem o látex no ar ele não pode afetar ninguém. Enfim, não enxergam além do que querem enxergar.

Medo? Bem, os medos se combatem com o conhecimento e a aceitação. Maldade? É só ter mais amor no coração. Comodismo? Esse ainda é o que fala mais alto, pois se o problema não atinge minha zona de conforto, deixa longe de mim e não peça que eu seja solidária por que não me diz respeito.

Foto da sombra de um homem projetada em um espelho d'água. O homem que projeta a sombra não aparece na imagem, somente seus tênis.
Foto da sombra de um homem projetada em um espelho d’água. O homem que projeta a sombra não aparece na imagem, somente seus tênis.

Pois bem, o invisível pode formar sombras terríveis. O que seus olhos não enxergam, sua mente não aceita e seu coração rejeita pode provocar uma sombra tão grande que irá cobrir a luz de quem ainda não sabe onde ela está.

Muito mais que seus olhos, abra seu coração e sua mente. A luz que sai retorna.

Pastel caseiro

Receitinha perfeita e deliciosa para petiscar com os amigos. =)

Ingredientes:

  • 400g de carne moída refogada a gosto;
  • 1 copo de água fria ou gelada (como estamos no inverno e moro na serra gaúcha, pego direto do filtro de barro);
  • 2 xícaras de farinha de trigo;
  • 1 colher de chá de sal marinho;
  • 1 colher de sopa de cachaça pura;
  • Óleo ou banha para fritar.

Foto do preparo dos pastéis, com as massas já recheadas sobre uma tábua de corte.

Foto do preparo dos pastéis, com as massas já recheadas sobre uma tábua de corte.

Modo de preparo:

  • Refogue a carne moída temperada a seu gosto e reserve.
  • Misture a água, a farinha, o sal e a cachaça na panificadora (opção massas), desligando após a primeira batida. Você também pode sovar bem com as mãos para que a massa fique homogênea.
  • Abra a massa com rolo ou máquina e corte nos tamanhos desejados.
  • Recheie e frite ou congele para fritar depois sem precisar descongelar.

 

Foto de pastéis já fritos servidos sobre um prato de cor branca.
Foto de pastéis já fritos servidos sobre um prato de cor branca.
Foto dos pastéis embalados em um saco para alimentos transparente, prontos para serem congelados.
Foto dos pastéis embalados em um saco para alimentos transparente, prontos para serem congelados.