Nhoque de Moranga Capotiá

Receita tradicional italiana muito apreciada no sul do Brasil, o nhoque começou sendo feito de restos de pães ralados, misturados com farinha de trigo – que era um ingrediente escasso – para ser servido aos pobres durante a guerra.

Mais tarde foi se transformando e passou a ser feito e admirado por sua receita com batatas cozidas, cuja lenda diz que, se consumido aos dias 29 com certo ritual, traz fartura.

“Dizem que, num certo dia 29, São Pantaleão chegou a um vilarejo e pediu comida a uma família pobre. O anfitrião dividiu a parca refeição com o santo e cada pessoa comeu apenas sete bolinhas de nhoque. Após as despedidas, os donos da casa encontraram moedas de ouro sob os pratos – daí nasceu o costume de se colocar uma nota ou moeda embaixo do prato de nhoque no dia 29, para atrair fortuna. Os fatos históricos, que pena, tiram um pouco do encanto da simpatia. São Pantaleão viveu entre os séculos III e IV, muito antes, portanto, de o próprio nhoque ter sido inventado. Seja como for, a história é bonita.”

Mas a fartura do nhoque está mesmo na textura e no sabor, que nesta receita com moranga capotiá, são ainda mais intensos e coloridos, ideais para todos os tipos de molhos.

Muito fácil de ser feito, pode ser uma boa atividade em família, afinal, colocar a mão na massa é sempre um prazer. Então bora se enfarinhar!

Foto dos nhoques já enrolados e enfarinhado dentro de formas de metal.
Foto dos nhoques já enrolados e enfarinhado dentro de formas de metal.

Receita:

  • ½ moranga capotiá cozida por 10 minutos ou mais no microondas (o tempo varia de acordo com tamanho e maturação da moranga, o importante é que ela fique um purê bem cozido e homogêneo);
  • 1 a 1 e ½ xícaras de farinha de trigo (pode também ser feito com farinha de arroz)
  • 1 colher de chá de vinagre de álcool natural;
  • Sal a gosto.

Preparo:

Em uma vasilha, coloque a moranga cozida, o sal e o vinagre e adicione farinha aos poucos, sovando.

Quando a mistura desprender facilmente da mão, sem estar pegajosa, largue sobre superfície enfarinhada e sove mais um pouco. Não adicione muita farinha à massa, apenas o suficiente para enrolar sem grudar.

Corte a massa com uma faca em porções pequenas e faça rolinhos com as mãos contra a superfície, cortando posteriormente os nhoques no tamanho desejado. Se preferir, você também pode usar a nhoqueira.

Os nhoques não devem ficar muito grandes, pois assim o interior não irá cozinhar de forma uniforme.

Polvilhe um pouco de farinha neles cortados para não se grudarem durante o cozimento.

Podem ser cozidos diretamente em água fervendo ou congelados por até 3 meses (neste caso devem ser colocados ainda congelados para cozinhar).

Cozinhar por poucos minutos, em fogo alto, até que todos flutuem. Depois é só escorrer.

Conforme mencionado, ele combina com qualquer molho, mas o tradicional é aquele guisado caseiro que cada casa tem o seu tempero.

Foto do nhoque pronto para servir, com molho de guisado caseiro.
Foto do nhoque pronto para servir, com molho de guisado caseiro.

 

Fonte da história do Nhoque: Revista Casa e Jardim

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