SLA em tempos de COVID19

Alérgicos ao látex enfrentam obstáculos maiores em meio a pandemia do novo coronavírus.
Em maioria, os alérgicos ao látex estão no grupo de risco de evolução grave da COVID19, pois tem doenças respiratórias crônicas, e já encontravam dificuldade imensa de atendimentos de saúde livre de látex, bem como as contaminações pelo uso de luvas de látex em manipulação de alimentos, mas com a pandemia do novo coronavírus isso ficou muito mais complicado.
Não descobrimos, peço que se souberem informem, nenhum lugar para atendimento hospitalar livre de látex em todo país. Obviamente alguém que tenha falta de ar pela COVID19 não poderá ter atendimento em local contaminado por látex pois uma anafilaxia associada a COVID19 complicaria muito o caso. Tendo anafilaxia ao látex, a pessoa terá de ser retirada do contato com ele imediatamente ou morrerá, independentemente da COVID19.

Sla - campanha_post_atendimento livre de latex

Imagem de médico com equipamentos de segurança, segurando em uma mão um tubo de ensaio e na outra um cotonete longo, com a frase: Precisamos atendimento hospitalar livre de látex.

Ainda, embora o uso de luvas seja recomendado apenas aos profissionais de saúde, pois em outros casos, especialmente na manipulação de alimentos, não previne a contaminação pelo novo coronavírus, ao contrário, favorece a má higienização das mãos e aumentam os riscos, muitas pessoas passaram a utilizar as luvas acreditando haver propósito. Esclarecendo, o vírus não entra no nosso corpo pelas mãos, ele entra pelas mucosas e o fundamental é usar máscaras e até óculos, como forma de evitar coçar os olhos. As mãos precisam serem bem lavadas ou quando não é possível limpas com álcool a 70%, e em caso de uso de luvas estas precisam ser constantemente descartadas, o que é inviável e um enorme desperdício quando se deve poupar EPIs.

Sla - campanha_post_luvas recomendadas apenas para profissionais

Imagem de profissional de saúde ao fundo, com mão espalmada de frete para que olha, com a frase: Luvas são recomendadas apenas apra profissionais de saúde.


Também é importante frisar que não só os já sensibilizados ao látex estão em risco maior. Embora a alergia ao látex já venha sido relatada em 1933, teve evidência maior a partir dos anos 80 pelo surgimento da AIDS e o uso maciço de luvas e preservativos de látex desde então.
A alergia ao látex é adquirida pela exposição ao mesmo, quanto maior a exposição, maior o número de sensibilizados.
Atualmente, cerca de 6% da população mundial é alérgica ao látex, mas esse número chega em 38% entre os profissionais de saúde.

Sla - campanha_post_nao contribua com uma nova epidemia

Imagem de duas mãos abertas, com luvas de nitrila azuis, segurando duas mãos também abertas com lesões causadas por alergia de contato ao látex, e a frase: Não contribua para uma nova epidemia em meio a pandemia.


Diante de tantas dificuldades e preocupações, pedimos a contribuição de todos na divulgação para conscientização sobre alergia ao látex, evitando seu uso em manuseio de alimentos e em ambientes hospitalares que podem substituir as luvas de látex, maior contaminante devido ao pó que liberam no ambiente e pode ficar muito tempo armazenado, por luvas de nitrila, vinil ou plástico, como vem sendo feito em diversos países e em alguns estados dos EUA que excluíram o látex dos ambientes de saúde e do manuseio de alimentos.

Sla - campanha_post_se precisar usar luvas use de nitrilica

Imagem com 05 mãos sobrepostas, a primeira com luva de nitrila rosa e as demais azuis, com a frase: Se precisar usar luvas use de nitrila, vinil ou plástico.


#atendimentohospitalarlivredelatex #latexfruta #latexalimentos #alergia #Covid19 #anafilaxia #asma #latex #livredelatex
Arte Pedro EMCB

Sobrevivi

Contrariando expectativas, sobrevivi.

Ainda não estou completamente recuperada, mas acreditasse que o pior passou.

Alguns perceberam minha ausência, por isso achei que devia contar aqui, estou com Covid19, os primeiros sintomas apareceram pelo dia 29/03, dia 03/04 piorei e o dia 06/04 foi o pior.

Devido as minhas muitas complicações e especialmente ao fato de NÃO EXISTIR ATENDIMENTO HOSPITALAR LIVRE DE LÁTEX, foram momentos, dias, semanas muito difíceis.

Inicialmente tive uma série de sintomas leves, dor de garganta, cansaço, dor de cabeça e náuseas. O cansaço foi aumentando drasticamente, e no dia 03 comecei a ter muita tosse, dor nos pulmões e todo corpo muito dolorido, hipotermia e diarreia. Depois piorou, muito, dia 06 quase não respirava, e continuava não havendo ATENDIMENTO HOSPITALAR LIVRE DE LÁTEX para mim.

Tenho a benção de ter um ótimo médico que é também, uma excelente pessoa, mas é preciso mais do que nunca que falemos sobre a alergia ao látex.

O uso de luvas de látex juntamente com os balões (bexigas) são os maiores responsáveis tanto pela sensibilização como por reações graves nos já sensibilizados, não é possível que ignoremos isso justo agora, quando os profissionais de saúde se colocam ainda mais em risco, pacientes alérgicos ao látex não tem direito a atendimento e ainda muitos erroneamente usando luvas para tudo, o que está provado não contribui para que se evite contaminações.

Não podemos diante de um problema grave como a pandemia, ignorar outro também grave e que como tal, coloca muitas vidas em risco.

É preciso banir o látex dos ambientes hospitalares e de manuseio de remédios e alimentos. É preciso, tem de ser feito, se não agora totalmente, o máximo possível.

Tive os recursos e medicamentos suficientes para não piorar mais em casa, com esforços de algumas pessoas as quais sou imensamente grata, e aos poucos estou melhorando, mas precisaria ter sido hospitalizada, não tive esse direito, nunca tenho, preciso enfrentar tudo na marra, no osso, eu consigo, canso, me arrebento, e com a ajuda de pessoas que precisam arcar com responsabilidades muito maiores do que deveriam consigo, mas quase não consegui.

Ainda tenho muita falta de ar, estou muito medicada, fraca fisicamente, mas a energia está de volta, e venho aqui lhes contar pois como disse, alguns tem me chamado por terem percebido minha ausência e saberem que minha saúde é frágil, para reforçar sobre as imensas dificuldades de ter alergia ao látex, mas para falar sobre cura, sobre vida.

Não se sabe quase nada ainda sobre esse novo vírus, nem mesmo sobre nós, quiçá sobre o universo, mas sobre o que sabemos, do que é estudado e comprovado, precisamos nos posicionar.

Precisamos mais do que nunca ter atitude, higiene, isolamento, quarentena, medicação e cuidados médicos são paliativos para uma situação grave e desconhecida, o principal vem de nós, da nossa atitude perante a tudo isso.

É hora de assumir nossa ignorância, cada um o quanto lhe é suportável e agir. Cuidar do corpo e da alma são as atitudes mais revolucionárias que o ser humano pode ter, as mais transformadoras e também curativas.

A atenção ao alimento que nutre este templo que é nosso corpo, o conforto real de um lar onde nos sentimos bem, acolhidos, verdadeiramente um lar(se não se sente assim, construa um verdadeiro lar), o amor que enviamos ao próximo, o entendimento de que o universo é um ser pulsante e que cada molécula nele precisa ser cuidada, amada e preservada com lucidez, aqui está a cura. E é para agora, já, não é algo a ficar na cama sonhando que seu ego permita que você haja, é vitalizar esse energia linda dentro de cada um em acordo com universo nesse momento em que está lendo.

As maneiras de fazer isso não citarei, cada um deve descobrir por si, são individuais e quando decidimos viver, encontramos os caminhos.

Sobreviva!

20200408_085613[1]