Alternativas Naturais Artesanais

O blog foi criado com foco nas adaptações que a alergia ao látex impõe diante de tantos produtos industrializados dos quais precisamos abrir mão para uma vida livre de látex.

Diante disto, cada vez mais outros aspectos da vida da protagonista deste blog e da página do Facebook Síndrome Látex Alimentos- SLA estão diretamente ligados aos conteúdos que disponibiliza como tentativa de auxiliar nesta jornada.

Eu, portanto, Daisy Fortes, sempre fui uma pessoa de opções naturalistas, pratico yoga desde os 14 anos de idade (estou com 47) e sou uma apaixonada e disciplinada aluna da vida, tendo foco em conhecimentos ancestrais indianos, xamânicos e tudo que reestabeleça ao máximo possível minhas conexões com o universo.

Tenho convicção de que este é um aspecto fundamental para minha sobrevivência até aqui, e creio que os que me conhecem ou ao menos leram o relato sobre a descoberta da SLA em minha vida poderá facilmente perceber isso.

Os tempos tem sido difíceis, sem conseguir alívio dos sintomas mesmo com altas doses das poucas medicações possíveis, com isso, a meditação, o Reiki e a alquimia diária de inventar e reinventar comidas saborosas com apenas 10 itens e criar produtos de higiene pessoal e limpeza os mais naturais possíveis com estes mesmos poucos ingredientes, embora pareça para alguns uma parte muito difícil do processo, é para mim o motivo maior de gratidão à vida. Descobrir a cada dia uma maneira de vida mais natural e independente da industrialização é um desafio delicioso.

A partir de agora então, teremos no blog e na página além das receitas comestíveis, dicas de alternativas naturais artesanais para vida diária, iniciando pelos cuidados de higiene pessoal. Lembrando que não é apenas uma opção por ser natureba, é para muitos alérgicos, a única opção saudável, o que nos leva ao significado maior: “Tudo na vida traz consigo aprendizado, você decide quando irá absorver para seguir para a próxima lição”.

Alergia ao Látex: Medicações e Atendimentos de Urgências

Algumas considerações especiais quanto aos medicamentos precisam ser levadas e conta quando se tem alergia ao látex:

Primeiramente, qualquer medicamento que você costuma usar, ou seja, receitado vai precisar ser livre de látex, isso significa que, além de saber se você reage a algum componente do medicamento, será preciso informações precisas do laboratório quanto à produção dos mesmos, a fim de descartar possíveis contaminações durante a fabricação, embalagem e estocagem.

Embora tenhamos uma lei que obriga a rotulagem do látex em alimentos (e esta não vem sendo cumprida satisfatoriamente) e de produtos médico hospitalares, não há regulamentação sobre a rotulagem do látex em medicamentos, onde é muito comum a presença do mesmo, e em boa parte dos laboratórios nem saibam informar.

A cansativa rotina de alérgicos de fazer contatos com SAC é fundamental para segurança e precisa se obter a certeza de alguma forma de que a resposta é confiável, portanto, sempre que possível fale com o farmacêutico responsável.

Outro ponto importantíssimo é o da conduta em urgências. Alérgicos com asma grave e/ou anafilaxia precisam obter as informações citadas logo que diagnosticados para saberem exatamente quais medicações poderão ser usadas com segurança diante de uma crise grave.

Crises graves são acidentes, demandam ações rápidas e precisas, você não poderá esperar por informações e o risco de utilizar algo que possa ainda agravar o quadro não pode existir.

O ideal é que, logo que diagnosticado e prescrito pelo médico o que você deverá usar tanto em conduta de manutenção quanto de crise seja pesquisado e, assim que souber quais medicações e laboratórios pode confiar, ter um kit de emergência sempre a mão.
Seringas, luvas, garrotes, aparelho de pressão, o que for possível e habitualmente necessário em urgências podem também fazer parte do kit, mas o ideal é que um básico com mínimo necessário seja feito para que esteja sempre junto ao paciente.

Exercícios em que a família pode e deve contribuir podem ser realizados aleatoriamente para conferir se você estaria pronto para uma crise. Telefonemas ou mensagens ocasionais em que alguém incite: – Você está começando a reagir, encontre sua adrenalina em no máximo 10 segundos. Após, encontrada adrenalina, quanto tempo você levaria para se deslocar ao atendimento médico mais próximo? Seu kit com medicação segura estaria com você?

Embora não sejam suficientes para evitar reações, uma vez que o látex não é totalmente retido por elas e olhos e pele também absorvem e podem assim levar a reações graves, máscaras ajudam muito para alérgicos que reagem pela inalação que necessitem ambiente hospitalar.

Não há modelo que retenha totalmente o látex no mercado, nos EUA utilizam respiradores reutilizáveis da 3M linha 6800, mesmo enormes e um tanto constrangedores, ainda que não resolvam totalmente o problema são os mais eficazes. Modelo Aura pff3 3M também são livres de látex e com boa absorção, estes mais fáceis de serem encontrados e com valor baixo podem compor o kit de emergência e garantir que você ao menos consiga suportar o ambiente hospitalar. Desconheço outra marca que tenha respiradores livre de látex, por isso cito 3M, sem qualquer interesse em divulgar a mesma.

Laudo médico é sempre fundamental, bem como receita das medicações para crise que devem ser seguidas por plantonistas ou seu médico deverá ser informado.

Os risco da utilização de medicamentos e equipamentos durante uma emergência, que contenham látex, é enorme e neste caso, mesmo que a medicação inicie um processo de regressão do pico da crise, ela poderá voltar com intensidade maior minutos, horas ou mesmo até 03 dias depois.

Alergia é coisa séria!
Cuide-se!

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Croquetes

Aperitivo é mesmo tudo de bom, né?

Acompanhado de cerveja, suco, refri, café ou seja qual for sua opção, um bom salgadinho sempre cai bem.

E se ele for feito daquelas sobrinhas de carne que você não sabe como reaproveitar, ainda melhor.

Foto de um saco plástico transparente com alguns croquetes já prontos para fritar.

A receita é simples e repleta de sabor.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de leite de coco (receita aqui no blog);
  • 2 xícaras de farinha de trigo;
  • 1 a 2 xícaras de sobras de carnes assadas ou bifes;
  • sal e temperos à gosto.
  • 2 xícaras de água;
  • 1 xícara de farinha de coco (receita no blog);
  • banha para fritar.

Preparo:

  • Coloque a carne no liquidificar e triture bem.
  • Em uma panela grande, misture a carne triturada, o leite de coco, a farinha e os temperos. (Aqui em casa usamos pimentas diversas nas carnes, seja nos bifes ou assadas, então adiciono apenas uma pequena pitada de sal a esta massa)
  • Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até formar massa sólida relativamente seca, em ponto de enrolar.
  • Retire do fogo e reserve até esfriar um pouco.
  • Em uma tigela pequena, coloque a água que será usada apenas para umedecer as mãos.
  • Coloque a farinha de coco em um prato, ela será usada para empanar.
  • Com as mãos molhadas, modele croquetes a seu gosto e passe na farinha de coco. Frite em banha quente ou congele para fritar depois. Após frito pode ser reaquecido no forno.

 

Foto de cinco croquetes já prontos, distribuídos sobre um prato de porcelana branco.

Foto de uma mão segurando, com um guardanapo, um croquete onde já foi dada uma mordida.

Bom apetite!

Um protocolo padrão ouro para o atendimento a pacientes com SLA

O Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES) publicou um documento intitulado Práticas Padrão Ouro de Assistência ao Paciente com Alergia ao Látex.

Nos sentimos no dever de reproduzir, na íntegra, todas as informações contidas no PDF que você também pode baixar neste link: Padrão Ouro Livre de Latex.

Confira:

PPO IBES 003 – Práticas Padrão Ouro de Assistência ao Paciente com Alergia a Látex

JUSTIFICATIVA

Alergia ao látex é qualquer reação imunomediada à proteína do látex, associada a sintomas clínicos. Profissionais de saúde devem estar aptos a identificar os grupos de risco e proporcionar condições adequadas para a prevenção e o tratamento seguro, frente às reações graves que podem trazer risco de vida.

APLICABILIDADE

Os profissionais de saúde atuantes em quaisquer tipos de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, serviços de imagem, entre outros).

ALERGIA AO LÁTEX – DEFINIÇÃO

A sensibilização pelo látex ocorre quando há contato repetitivo, estimando-se ser necessária uma exposição de seis meses a quinze anos para o seu desenvolvimento. É causa importante de alergia ocupacional e reações alérgicas em indivíduos
sensibilizados.

Pode manifestar-se como eczema, urticária, simples rinite ou conjuntivite, angioedema, asma e até choque anafilático.

Pacientes considerados como grupo de risco são aqueles que apresentam:

  1. História de anafilaxia ao látex ou teste de reação ao látex positivo.
  2. História de alergia/sensibilidade ao látex, com referência aos seguintes sinais e sintomas:
    – prurido, edema ou vermelhidão após contato.
    – edema de lábios ou língua após tratamento odontológico ou por assoprar balões de borracha.
  3. Pacientes sem história de alergia ou sensibilidade, mas pertencentes ao grupo de risco:
    – com espinha bífida / anormalidades urogenitais congênitas ou adquiridas, que necessitem cateterizações vesicais freqüentes.
    – profissionais de saúde ou trabalhadores de indústria que manuseiam látex.
    – pacientes submetidos a múltiplos procedimentos cirúrgicos.
    – pacientes atópicos, com alergias múltiplas (abacate, abacaxi, banana, castanha, kiwi, nozes, morango, uva, maracujá, pêssego, damasco, manga, banana, tomate, batata).

PRÁTICAS PARA A ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM ALERGIA AO LÁTEX NO AMBIENTE DE SAÚDE

  1. Capacite todos os profissionais de saúde da sua instituição para o reconhecimento dos pacientes do grupo de risco.
  2. Crie sistemática de identificação do paciente alérgico ao látex, visando proteger o paciente de exposição a materiais que contenham látex. A identificação deve ser feita tanto no paciente (por exemplo, uso de pulseira de alerta: “Alergia ao Látex”), quanto em todos os documentos do prontuário (prescrições, evoluções, etc), diariamente.
  3. Cuidados devem ser prestados de forma a envolver o mínimo de pessoal possível. Profissionais envolvidos no atendimento ao paciente do grupo de risco, deverão ser orientados a seguir o protocolo: médicos, enfermagem, equipe multiprofissional, equipe de higiene, voluntários, e serviços de apoio (Radiologia, Laboratório, etc).
  4. Cirurgia eletiva do paciente de risco deve ser agendada no primeiro horário, quando se encontram os mais baixos níveis de antígenos dispersos no ar, diminuindo a exposição às proteínas do látex. Se não for no primeiro horário, a sala
    cirúrgica deve permanecer parada por 2 horas e 30 minutos.
  5. No Centro Cirúrgico:
    – membros da equipe: devem mudar trajes e lavar as mãos antes de entrar na sala de cirurgia “livre de latex”;
    – restrinja o fluxo de pessoas: a mesma equipe deve ser mantida durante toda a duração do procedimento cirúrgico;
    – manter pessoal disponível para coletar e entregar qualquer equipamento adicional para o procedimento;
  6. Afixar alertas de “Alergia ao látex” nas áreas de permanência do paciente (salas de cirurgia – dentro e fora, recuperação anestésica, quarto – cabeceira e parte da frente da cama.
  7. Disponibilizar caixas de luvas sem látex em todas as áreas: devem ser verificadas na admissão, colocadas ao lado da cama do paciente e utilizadas durante a internação.
  8. Qualquer item ou equipamento a ser utilizado sobre ou perto do paciente precisa ser verificado sobre o conteúdo de látex antes do uso.
  9. Padronizar materiais “isentos de látex”. Tal identificação deve constar na embalagem.
  10. Outros cuidados que devem ser tomados no atendimento o paciente:
    – Colchonetes e braçadeiras, não identificados como “isentos de latex”, devem ser cobertos com lençol de algodão;
    – Equipamentos de ressuscitação: isentos de látex.
    – Balões de latex: proibidos nas áreas pediátricas;
    – Carrinhos de reanimação devem ter luvas, circuitos, máscaras e catéteres sem látex;
    – Tegaderm®, Micropore® e gesso Sleek ® são livres de látex e podem ser usados;
    – O estetoscópio deve ser livre de látex (ex: Littman ® contém látex);
    – Se possível: não aspirar ou diluir medicamentos através das tampas dos frascos, não aspirar ou injetar pelos injetores das bolsas, não puncionar nos injetores laterais dos equipamentos.
    – Higiene e SND devem ser informados sobre pacientes com alergia a látex para garantir precauções ao limpar a área dos pacientes e servir comida (ex: luvas de vinil para preparação de alimentos e luvas livres de látex para limpeza).
  11. A equipe assistencial deve estar preparada para manejar uma reação alérgica aguda.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E SITES DE INTERESSE

  1. http://www.sbai.org.br/revistas/Vol335/alergia_33_5.pdf
  2. http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/16061/2404714_218117.pdf
  3. http://www.saj.med.br/uploaded/File/novos_artigos/106%20-%20Anestesia%20e%20as%20Novas%20Fronteiras%20da%20Alergia.pdf
  4. http://www.rch.org.au/rchcpg/hospital_clinical_guideline_index/Latex_management_of_a_patient_at_risk_of_or_with_a_known_latex_allergy/
  5. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-70942003000100012&script=sci_arttext

CONTRIBUIÇÕES

– Eliana Maria Pereira Castiglioni
Enfermeira pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialização em Enfermagem Obstétrica pela UNIFESP. Especialização em Hospitalar pelo IPH. Especialização em Enfermagem em Centro Cirúrgico pela Universidade de Guarulhos
(UNG). Título de especialista em Gerenciamento em Enfermagem, pela Sociedade Brasileira de Gerenciamento em Enfermagem (Sobragen). Avaliadora-Líder ONA/IBES.

 

 

Rocambole de Cacau (Pão Doce)

Receita suuuuper saborosa, pra deixar a vida mais doce. =)

Foto de uma travessa de metal sobre uma mesa com toalha florida. Dentro da forma está o rocambole, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.
Foto de uma travessa de metal sobre uma mesa com toalha florida. Dentro da forma está o rocambole, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.

Ingredientes:

  • 1 xícara (280 ml) de leite de coco caseiro (receita no blog);
  • 1 colher das de sopa de óleo de coco extra virgem;
  • ½ colher das de chá de sal marinho;
  • 1 xícara (280 ml) de açúcar mascavo;
  • 3 xícaras (280 ml) de farinha de trigo;
  • 1 xícara (280 ml) de farinha de coco caseira (receita no blog);
  • 1 colher das de sopa rasa de fermento biológico seco;
  • 1 xícara de cacau puro orgânico.

 

Preparo:

  1.  Misture aos poucos os ingredientes na ordem listada, reservando ½ xícara de açúcar mascavo e a 1 xícara de cacau para o recheio. Sove (ou coloque na panificadora na função “massas” e retire ao final seguindo direto ao passo 3.) e deixe repousar por cerca de 30 minutos.
  2. Sove novamente agora sem tanto vigor e deixe repousar por mais 30minutos.
  3. Sobre forma retangular média ou grande, antiaderente ou untada e abra a massa com as mãos segurando pelas bordas e deixando-a espichar até formar retângula que preencha a forma.
  4. Despeje espalhando por toda extensão a ½ xícara de açúcar mascavo, reservando um pouco para cobertura, e a xícara de cacau, reservando à gosto. A utilização de uma peneira fina pode deixar mais uniforme.
  5. Enrole a massa com suavidade, essa depois de enrolada fiz pequena curva, já fiz rosca ou apenas reta, crie à seu gosto e de acordo com o tamanho de suas formas e travessas de servir. Reserve.
  6. Pré aqueça o forno por cerca de 20 minutos em torno de 200° antes de assar.
  7. Asse até dourar, essa dourou um pouquinho a mais, à gosto.
  8. Sirva fria, perfeita quando servida com um bom café.

 

Foto em close de uma travessa de metal, com o rocambole dentro, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.
Foto em close de uma travessa de metal, com o rocambole dentro, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.

Semana de Conscientização sobre Alergia ao Látex – Lançamento do Folder

 

Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA. Capa e contracapa.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA. Parte interna.

“Na  Semana de Concientización Sobre Alergia al Látex, desde a Asociación Argentina de Alergia al Látex, queremos compartilhar com todos o tríptico que faz parte da nossa Campaña de Prevención de Alergia al Látex.

Do ponto de vista da inocuidad alimentaria, tem sido um longo e belo trabalho em conjunto com o nosso querido designer gráfico Gustavo García Melieni. Uma vez terminado, pedimos a ajuda da Daisy Fortes, diretora da Síndrome Látex Alimentos – SLA para traduzi-la ao português, assim como o apoio da RED Inmunos (Associação Argentina de Alergia a Alimentos) já que muitos de seus associados sofrem de alergias alimentares que podem provocar reações cruzadas com o látex.

Aqui estão as duas versões para a América Latina. Esperamos que sejam uma ferramenta educacional útil e esclarecedora, que os ajude a fazer as mudanças necessárias para prevenir esta patologia e oferecer alimentos seguros.

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Lavanderia SLA

Cuidados básicos para roupas e calçados de pacientes com Síndrome Látex Alimentos –
SLA.

  • Alérgicos ao látex não podem usar roupas com elásticos, atenção aos lençóis, meias,
    roupa íntima, blusas de malha (podem ter fio elástico misturado), spandex (o
    spandex em si não contém látex, mas são permitidas misturas de até 5% sem a
    descrição na etiqueta), calçados e outros.
  • Roupas das demais pessoas na casa que contenham elásticos devem ser lavadas
    separadamente e serem mantidas o mais distante possível do alérgico, portanto, se o alérgico é criança, os pais devem ter muito cuidado com suas roupas também,
    lembrem que não é apenas onde está o elástico que há perigo, todo tecido estará
    contaminado.
  • Muitos alérgicos ao látex reagem aos aromas, procurem usar sabões mais neutros,
    ideal se sem nenhuma fragrância adicionada, e evite especialmente sabões em pó e
    amaciantes. Utilizo base para sabão líquido diluída apenas em água, sem corantes
    nem aromas, mas alguns alérgicos ao látex usam sabões comerciais neutros sem
    reações alérgicas. Vinagre de álcool e bicarbonato são bons aliados.
  • Fique atento à localização do seu varal para que não haja contaminação do
    ambiente.
  • É aconselhável que as roupas com que as pessoas da casa venham da rua não sejam
    usadas dentro de casa.
  • Alguns tingimentos também podem causar reações.
  • Tecidos muito sintéticos podem favorecer dermatites pela dificuldade da
    transpiração, nem tudo é reação.
  • Há vários relatos de pessoas que reagem também ao algodão natural, cru como
    alguns chamam.
  • Calçados com sola de borracha natural devem ser excluídos, e nos demais é preciso
    estar atento às colas de palmilhas e óleo adicionados aos materiais sintéticos que
    podem conter látex, portanto se reagir mesmo que não perceba onde o látex está,
    evite.
  • Roupas novas devem ser muito bem lavadas antes de serem usadas devido às
    contaminações na fabricação, transporte e estocagem.
  • Sapatos usados na rua não devem ser usados dentro de casa.
  • Muita atenção com roupas contaminadas pelo pó de luvas e balões de látex. Se o
    alérgico ou algum familiar for exposto ao pó de látex, toda roupa deve ser
    imediatamente muito bem lavada, ainda que não haja contato direto. O pó liberado
    no ambiente se propaga como pólen e impregna como óleo de castanhas, podendo
    causar reações graves mesmo após vários dias.

Reações ao Látex

Dificilmente se pensa em fotografar uma crise, especialmente as mais graves.

Além disso, os sintomas piores são sentidos e algumas vezes pouco ou nada visíveis. Mas alguns registros podem dar uma ideia do que as reações causam. Muitas pessoas desconhecem os perigos do látex, eu também o desconhecia. Passei 40 anos sofrendo de patologias diversas mal diagnosticadas devido a esta ignorância.

Mas aqui está a oportunidade de muitos entenderem que o látex adoece e pode matar pessoas, especialmente quando em luvas e balões (bexigas), quando libera partículas no ambiente que podem ficar até 3 dias suspensas e atingir mais de 500 metros.

Perdi minha visão, tenho sequelas e comprometimentos por isso. Vivo em clausura e me alimento com apenas 8 itens, mas consigo me resolver com isso e sou muito abençoada pelas pessoas com quem convivo e pelas inúmeras oportunidades que já vivi.

Porém, existem crianças, muitas, cada vez mais, com esta síndrome. Crianças que precisam ter amigos, estudar, curtir uma vida inteira pela frente, e a sua ignorância em insistir em usar balões de látex por tudo, ou de não excluir de vez o uso de luvas de látex no seu ambiente de trabalho, pode por em risco a sua vida e a de milhares de pessoas.

Além do enorme sofrimento, a Síndrome Látex Alimentos – SLA pode levar a morte em instantes por uma reação anafilática, como aos poucos, pelos agravamentos das crises e uso excessivo de medicamentos para amenizar os sintomas. A grande maioria das pessoas com SLA reage a muitas coisas, sendo as mais perigosas e que atingem o maior número de pessoas são, além do próprio látex, ceras, perfumes, tintas, óleos essenciais e alimentos como castanhas, frutas e mandioca.

Quer saber mais? Acompanhe a página no Facebook e o blog http://www.slabrasil.com.
Saia da ignorância, DIGA NÃO AO LÁTEX!

Biscoitos de Cacau

Precisamos falar sobre essas belezinhas que são os biscoitos de Cacau!
Saborosos e simples de fazer.

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Bater na panificadora:

  • 1 copo de água,
  • 1 pitada de sal,
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco,
  • 1 xícara de açúcar,
  • 3 xícaras de farinha de trigo,
  • 1 xícara de cacau,
  • 1 colher de chá de bicarbonato e
  • 1 colher de sopa de vinagre vertido sobre o bicarbonato por cima da farinha ainda seca.

 

Para assar

Abrir com rolo ou cilindro e cortar. Assar em forno pré aquecido à 280° por cerca de 10 minutos.

Voilá!

 

Como acontece

Entro em algum ambiente aparentemente livre de látex ou alimentos – ou pessoas chegam à minha casa – e tudo parece agradável Tudo inicia muito rápido ou, em algumas ocasiões, horas depois.

Às vezes sinto apenas sono incontrolável. Outras vezes começa com diarreia intensa.
Na maioria das vezes, meu coração dispara. Um rubor agonizante toma conta de meu rosto, olhos, garganta, enquanto os ouvidos incham instantaneamente e doem.

Tem vezes que começa logo por broncoespasmos e o pulmão ameaça parar de repente. De comum em todas as maneiras que inicia é a sensação eminente da morte. A energia vital parece escorrer de mim e resta apenas agonia.

Em alguns instantes, alguém terá de perceber e me salvar injetando adrenalina. Deveria ter comigo adrenalina auto injetável, mas esta infelizmente não está disponível no Brasil e não posso custear a importação, pois são inúmeras às vezes em que preciso. Então resta a sorte de estar com alguém que saiba o que e como fazer, dosar a adrenalina da ampola na dose certa e aplicar com agilidade, sem hesitar.

Feito isso, em instantes volto a raciocinar e respirar, porém todo impacto da crise levará 21 dias para passar. Durante este período, muita medicação ainda será necessária, muitos cuidados para que as inflamações das mucosas não evoluam para pneumonia ou outros, muita dor – especialmente da cabeça e ocular – terá de ser suportada.

Do que estou falando? ANAFILAXIA.

Quem nunca sentiu ou presenciou talvez tenha ouvido falar em anafilaxia ou em choque anafilático e relacione com reações a anestesias e medicamentos. Mas ela pode ocorrer por diversos motivos, em geral, uma grave reação alérgica.

Por definição, anafilaxia ocorre quando dois ou mais sistemas do organismo, sendo um deles respiratório ou vascular, entram em colapso. Pessoas alérgicas ou com doenças auto imunes podem iniciar o quadro de anafilaxia por diferentes motivos e diferentes sintomas. No caso das pessoas com Síndrome Látex Alimentos – SLA, pode ocorrer apenas por estar no mesmo ambiente que produtos de látex – especialmente as luvas e balões que liberam partículas muito voláteis no ar e que inaladas vão direto aos pulmões – como também por ingerir ou estar no mesmo ambiente de diversos alimentos, perfumes, tintas e muitos outros, dependendo da sensibilização de cada um.

Mas o importante aqui é dizer mais do que como acontece, é dizer que ANAFILAXIA PODE DEIXAR SEQUELAS E ATÉ LEVAR A MORTE. Não são simples sensações, são sintomas graves, urgência médica e devido ao grande aumento de casos de pessoas alérgicas em todo mundo, temos cada vez mais notícias de pessoas que morrem por anafilaxia.

Aquele conhecido que você ouviu falar que morreu por picada de abelha, aquele outro que passou muito mal quando precisou anestesia, tem aquele também que quase morreu ao comer camarão… todos eles sofreram anafilaxia.

Seja solidário e evite expor as pessoas a coisas que podem causar tanto sofrimento. É importante evitar balões de látex em festas, luvas de látex em seu trabalho ou ambiente familiar, não oferecer alimentos às crianças sem a permissão dos pais. Pense no próximo como em você, afinal, alergias podem ser adquiridas em qualquer momento da vida, ninguém está livre.

Como acontece o choque anafilático