A Importância do Diagnóstico

A Importância do Diagnóstico.

Há 20 anos, no dia 27 de dezembro, entrei em coma.

Havia criado uma receita maravilhosa de torta de castanhas que fiz para receber um primo e a esposa para jantar na noite anterior.

Passei muito mal e após diarreia forte e vômitos em jatos, tive o que hoje sei ser um choque hipovolêmico.

Não sabia que era alérgica às castanhas. Não sabia o que tinha e nenhum médico soube.

Levada com hipoglicemia severa para o hospital, tive um AVC isquêmico. Foram 04 dias em coma e permaneci internada por 03 longos meses fazendo dezenas de exames e tendo crises que diziam ser pseudo convulsões diariamente.

Recebi alta hospitalar após o carnaval com prescrição de dieta de exclusão de açúcar pois diziam que a causa era alimentar (vomitava tudo que comia), provavelmente uma forma de diabete, diziam os médicos.

A retirada do açúcar diminuiu minha exposição as castanhas que estão em quase todos os chocolates, doce que mais gosto, e com isso houve alguma melhora, mas as crises seguiam e seguia vomitando quase tudo que comia.

No ano seguinte iniciaram as cirurgias nos olhos devido ao glaucoma agravado por reações alérgicas e em seguida fiquei cega.

Nos anos seguintes também passei pro 02 cirurgias para correção de hérnia de hiato para ver se parava de vomitar. Tenho 1,70 metros de altura e pesava então 43kg.

Todas estas cirurgias inúteis e provavelmente desnecessárias contribuíram para a hipersensibilidade ao látex e agravaram a questão alimentar.

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Montagem de fotos. À esquerda A Face de Daisy em estado normal. À direita sua face após uma série de crises e com muita medicação, nesta seu rosto aparece muito inchado, desforme.

Foram 10 anos do AVC ao diagnóstico. Passei por todos os melhores médicos de Porto Alegre em diferentes especialidades, nenhum jamais supôs que a causa era alérgica. Tinha crises de formas variadas desde os 09 anos de idade.

Sobrevivi para contar à vocês, mas com restrições e sequelas que para muitos parecem surreais. A mim mesma, parece.

Algumas vezes deixo um pouco de lado o trabalho com o blog e a página, pois a vida tem urgências e pede que vivamos um pouco além da Síndrome Látex Alimentos, mas retorno para lembrar e pedir a ajuda de todos para divulgarem e assim, ajudarem a evitar que mais pessoas passem por isso.

Diariamente leio relatos de pessoas que tiveram anafilaxias e ao procurarem atendimentos médicos não são socorridas devidamente por falta de conhecimento médico sobre o assunto, por isso, aos médicos, faço um pedido para o novo ano: deem a devida importância e aprendam a reconhecer as alergias.

Conhecimento liberta! E salva vidas!

Feliz 2020 à todos!

Daisy Fortes

Flores gif

 

 

 

Lavanderia SLA

SLA BRASIL

Cuidados básicos para roupas e calçados de pacientes com Síndrome Látex Alimentos –
SLA.

  • Alérgicos ao látex não podem usar roupas com elásticos, atenção aos lençóis, meias,
    roupa íntima, blusas de malha (podem ter fio elástico misturado), spandex (o
    spandex em si não contém látex, mas são permitidas misturas de até 5% sem a
    descrição na etiqueta), calçados e outros.
  • Roupas das demais pessoas na casa que contenham elásticos devem ser lavadas
    separadamente e serem mantidas o mais distante possível do alérgico, portanto, se o alérgico é criança, os pais devem ter muito cuidado com suas roupas também,
    lembrem que não é apenas onde está o elástico que há perigo, todo tecido estará
    contaminado.
  • Muitos alérgicos ao látex reagem aos aromas, procurem usar sabões mais neutros,
    ideal se sem nenhuma fragrância adicionada, e evite especialmente sabões em pó e
    amaciantes. Utilizo base para sabão líquido diluída apenas em água, sem corantes

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Pudim de Inhame

Pudim de Inhame

#orgânico #vegano

Pudim é receita que deve ter sido elaborada para os Deuses.

Existem muitas receitas maravilhosas, mas poucas com alternativas para alérgicos ou veganos que tenham a consistência e o sabor compatível com os pudins tradicionais.

Pois esta receita ficou no ponto!

O Pudim de inhame além de delicioso e muito parecido com o de leite condensado, é fácil e econômico.

Como só utilizo produtos orgânicos e poucos ingredientes devido as minhas limitações pela Síndrome Látex Alimentos, segue a minha receita, mas com um pouco de criatividade e menos ou outras limitações, você pode variar alterando alguns itens fazendo por exemplo, livre de glúten também.

Ingredientes:

3 xícaras de inhame bem cozido;

1 e ½ xícaras de açúcar mascavo;

3 colheres de sopa de óleo de coco;

2 colheres de sopa de farinha de trigo( pode ser amido de milho ou farinha de arroz);

Aproximadamente 1 xícara de leite de vegetal ou água(esse foi feito com água por que estava sem leite, fica bom da mesma forma);

Açúcar mascavo à gosto para caramelizar a forma.

Preparo:

Caramelize a forma à gosto. Coloco apenas um pouco de açúcar mascavo (cerca de 3 colheres de sopa) direto na forma e levo ao fogo, mexendo a forma suavemente(não o açúcar, a forma).

Reserve a forma caramelizada e separe uma panela para coloca-la em banho Maria.

Coloque os 4 primeiros ingredientes no liquidificador, com um pouco da água ou leite vegetal, acrescentando aos poucos apenas o suficiente para bater.

Bata até ficar homogêneo, cerca de 2 minutos.

Despeje na forma caramelizada e cozinhe por 60 minutos em banho Maria.

Deixe esfriar e leve ao refrigerador por no mínimo 6 horas.

Desenforme, suspire e saboreie!

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foto de pudim em travesa de vidro sobre toalha de crochê azul.

Brigadeiro de Inhame

O tempo passa, a vida muda, as restrições também…
Quando elaborei essa receita no blog, adaptei da receita inclusiva(funcional, alternativa, doce de inhame com cacau que não é brigadeiro, chamem como quiserem, o interessante é o sabor a consistência) de Brigadeiro de Inhame da queridona Chef Carla Maia. na época eu não sabia se podia comer inhame com segurança, estava em fase de reintrodução cautelosa de alimentos, ainda com apenas uns 5 itens seguros, e não era o momento para testes, então adaptei para mim e por ter me apaixonado por um menino querido chamado Thiago que mora no Mato Grosso do Sul e, na época tinha muitas restrições também. substituindo o inhame por moranga capotiá, o chocolate apenas de uma marca segura naquele momento, agora tenho umas 3 marcas seguras e algumas vezes faço apenas com cacau. O açúcar cristal foi excluído definitivamente aqui de casa quando encontrei açúcar mascavo seguro, portanto agora faço com mascavo.
A poucos meses introduzi o inhame com sucesso na minha dieta e o que tenho à dizer é que, com moranga ou mesmo com batata doce fica muito bom, mas com inhame fica SENSACIONAL!
Receita original em https://slabrasil.com/2016/02/08/brigadeiro-sla/