Um protocolo padrão ouro para o atendimento a pacientes com SLA

O Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES) publicou um documento intitulado Práticas Padrão Ouro de Assistência ao Paciente com Alergia ao Látex.

Nos sentimos no dever de reproduzir, na íntegra, todas as informações contidas no PDF que você também pode baixar neste link: Padrão Ouro Livre de Latex.

Confira:

PPO IBES 003 – Práticas Padrão Ouro de Assistência ao Paciente com Alergia a Látex

JUSTIFICATIVA

Alergia ao látex é qualquer reação imunomediada à proteína do látex, associada a sintomas clínicos. Profissionais de saúde devem estar aptos a identificar os grupos de risco e proporcionar condições adequadas para a prevenção e o tratamento seguro, frente às reações graves que podem trazer risco de vida.

APLICABILIDADE

Os profissionais de saúde atuantes em quaisquer tipos de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, serviços de imagem, entre outros).

ALERGIA AO LÁTEX – DEFINIÇÃO

A sensibilização pelo látex ocorre quando há contato repetitivo, estimando-se ser necessária uma exposição de seis meses a quinze anos para o seu desenvolvimento. É causa importante de alergia ocupacional e reações alérgicas em indivíduos
sensibilizados.

Pode manifestar-se como eczema, urticária, simples rinite ou conjuntivite, angioedema, asma e até choque anafilático.

Pacientes considerados como grupo de risco são aqueles que apresentam:

  1. História de anafilaxia ao látex ou teste de reação ao látex positivo.
  2. História de alergia/sensibilidade ao látex, com referência aos seguintes sinais e sintomas:
    – prurido, edema ou vermelhidão após contato.
    – edema de lábios ou língua após tratamento odontológico ou por assoprar balões de borracha.
  3. Pacientes sem história de alergia ou sensibilidade, mas pertencentes ao grupo de risco:
    – com espinha bífida / anormalidades urogenitais congênitas ou adquiridas, que necessitem cateterizações vesicais freqüentes.
    – profissionais de saúde ou trabalhadores de indústria que manuseiam látex.
    – pacientes submetidos a múltiplos procedimentos cirúrgicos.
    – pacientes atópicos, com alergias múltiplas (abacate, abacaxi, banana, castanha, kiwi, nozes, morango, uva, maracujá, pêssego, damasco, manga, banana, tomate, batata).

PRÁTICAS PARA A ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM ALERGIA AO LÁTEX NO AMBIENTE DE SAÚDE

  1. Capacite todos os profissionais de saúde da sua instituição para o reconhecimento dos pacientes do grupo de risco.
  2. Crie sistemática de identificação do paciente alérgico ao látex, visando proteger o paciente de exposição a materiais que contenham látex. A identificação deve ser feita tanto no paciente (por exemplo, uso de pulseira de alerta: “Alergia ao Látex”), quanto em todos os documentos do prontuário (prescrições, evoluções, etc), diariamente.
  3. Cuidados devem ser prestados de forma a envolver o mínimo de pessoal possível. Profissionais envolvidos no atendimento ao paciente do grupo de risco, deverão ser orientados a seguir o protocolo: médicos, enfermagem, equipe multiprofissional, equipe de higiene, voluntários, e serviços de apoio (Radiologia, Laboratório, etc).
  4. Cirurgia eletiva do paciente de risco deve ser agendada no primeiro horário, quando se encontram os mais baixos níveis de antígenos dispersos no ar, diminuindo a exposição às proteínas do látex. Se não for no primeiro horário, a sala
    cirúrgica deve permanecer parada por 2 horas e 30 minutos.
  5. No Centro Cirúrgico:
    – membros da equipe: devem mudar trajes e lavar as mãos antes de entrar na sala de cirurgia “livre de latex”;
    – restrinja o fluxo de pessoas: a mesma equipe deve ser mantida durante toda a duração do procedimento cirúrgico;
    – manter pessoal disponível para coletar e entregar qualquer equipamento adicional para o procedimento;
  6. Afixar alertas de “Alergia ao látex” nas áreas de permanência do paciente (salas de cirurgia – dentro e fora, recuperação anestésica, quarto – cabeceira e parte da frente da cama.
  7. Disponibilizar caixas de luvas sem látex em todas as áreas: devem ser verificadas na admissão, colocadas ao lado da cama do paciente e utilizadas durante a internação.
  8. Qualquer item ou equipamento a ser utilizado sobre ou perto do paciente precisa ser verificado sobre o conteúdo de látex antes do uso.
  9. Padronizar materiais “isentos de látex”. Tal identificação deve constar na embalagem.
  10. Outros cuidados que devem ser tomados no atendimento o paciente:
    – Colchonetes e braçadeiras, não identificados como “isentos de latex”, devem ser cobertos com lençol de algodão;
    – Equipamentos de ressuscitação: isentos de látex.
    – Balões de latex: proibidos nas áreas pediátricas;
    – Carrinhos de reanimação devem ter luvas, circuitos, máscaras e catéteres sem látex;
    – Tegaderm®, Micropore® e gesso Sleek ® são livres de látex e podem ser usados;
    – O estetoscópio deve ser livre de látex (ex: Littman ® contém látex);
    – Se possível: não aspirar ou diluir medicamentos através das tampas dos frascos, não aspirar ou injetar pelos injetores das bolsas, não puncionar nos injetores laterais dos equipamentos.
    – Higiene e SND devem ser informados sobre pacientes com alergia a látex para garantir precauções ao limpar a área dos pacientes e servir comida (ex: luvas de vinil para preparação de alimentos e luvas livres de látex para limpeza).
  11. A equipe assistencial deve estar preparada para manejar uma reação alérgica aguda.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E SITES DE INTERESSE

  1. http://www.sbai.org.br/revistas/Vol335/alergia_33_5.pdf
  2. http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/16061/2404714_218117.pdf
  3. http://www.saj.med.br/uploaded/File/novos_artigos/106%20-%20Anestesia%20e%20as%20Novas%20Fronteiras%20da%20Alergia.pdf
  4. http://www.rch.org.au/rchcpg/hospital_clinical_guideline_index/Latex_management_of_a_patient_at_risk_of_or_with_a_known_latex_allergy/
  5. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-70942003000100012&script=sci_arttext

CONTRIBUIÇÕES

– Eliana Maria Pereira Castiglioni
Enfermeira pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialização em Enfermagem Obstétrica pela UNIFESP. Especialização em Hospitalar pelo IPH. Especialização em Enfermagem em Centro Cirúrgico pela Universidade de Guarulhos
(UNG). Título de especialista em Gerenciamento em Enfermagem, pela Sociedade Brasileira de Gerenciamento em Enfermagem (Sobragen). Avaliadora-Líder ONA/IBES.

 

 

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Rocambole de Cacau (Pão Doce)

Receita suuuuper saborosa, pra deixar a vida mais doce. =)

Foto de uma travessa de metal sobre uma mesa com toalha florida. Dentro da forma está o rocambole, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.
Foto de uma travessa de metal sobre uma mesa com toalha florida. Dentro da forma está o rocambole, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.

Ingredientes:

  • 1 xícara (280 ml) de leite de coco caseiro (receita no blog);
  • 1 colher das de sopa de óleo de coco extra virgem;
  • ½ colher das de chá de sal marinho;
  • 1 xícara (280 ml) de açúcar mascavo;
  • 3 xícaras (280 ml) de farinha de trigo;
  • 1 xícara (280 ml) de farinha de coco caseira (receita no blog);
  • 1 colher das de sopa rasa de fermento biológico seco;
  • 1 xícara de cacau puro orgânico.

 

Preparo:

  1.  Misture aos poucos os ingredientes na ordem listada, reservando ½ xícara de açúcar mascavo e a 1 xícara de cacau para o recheio. Sove (ou coloque na panificadora na função “massas” e retire ao final seguindo direto ao passo 3.) e deixe repousar por cerca de 30 minutos.
  2. Sove novamente agora sem tanto vigor e deixe repousar por mais 30minutos.
  3. Sobre forma retangular média ou grande, antiaderente ou untada e abra a massa com as mãos segurando pelas bordas e deixando-a espichar até formar retângula que preencha a forma.
  4. Despeje espalhando por toda extensão a ½ xícara de açúcar mascavo, reservando um pouco para cobertura, e a xícara de cacau, reservando à gosto. A utilização de uma peneira fina pode deixar mais uniforme.
  5. Enrole a massa com suavidade, essa depois de enrolada fiz pequena curva, já fiz rosca ou apenas reta, crie à seu gosto e de acordo com o tamanho de suas formas e travessas de servir. Reserve.
  6. Pré aqueça o forno por cerca de 20 minutos em torno de 200° antes de assar.
  7. Asse até dourar, essa dourou um pouquinho a mais, à gosto.
  8. Sirva fria, perfeita quando servida com um bom café.

 

Foto em close de uma travessa de metal, com o rocambole dentro, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.
Foto em close de uma travessa de metal, com o rocambole dentro, em formato de meia lua e já pronto para ser servido.

Semana de Conscientização sobre Alergia ao Látex – Lançamento do Folder

 

Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA. Capa e contracapa.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA.
Folder de divulgação da Semana de Conscientização sobre a Alergia ao Látex, feito pela Asociación Argentina de Alergia al Látex em parceria com o SLA. Parte interna.

“Na  Semana de Concientización Sobre Alergia al Látex, desde a Asociación Argentina de Alergia al Látex, queremos compartilhar com todos o tríptico que faz parte da nossa Campaña de Prevención de Alergia al Látex.

Do ponto de vista da inocuidad alimentaria, tem sido um longo e belo trabalho em conjunto com o nosso querido designer gráfico Gustavo García Melieni. Uma vez terminado, pedimos a ajuda da Daisy Fortes, diretora da Síndrome Látex Alimentos – SLA para traduzi-la ao português, assim como o apoio da RED Inmunos (Associação Argentina de Alergia a Alimentos) já que muitos de seus associados sofrem de alergias alimentares que podem provocar reações cruzadas com o látex.

Aqui estão as duas versões para a América Latina. Esperamos que sejam uma ferramenta educacional útil e esclarecedora, que os ajude a fazer as mudanças necessárias para prevenir esta patologia e oferecer alimentos seguros.

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Lavanderia SLA

Cuidados básicos para roupas e calçados de pacientes com Síndrome Látex Alimentos –
SLA.

  • Alérgicos ao látex não podem usar roupas com elásticos, atenção aos lençóis, meias,
    roupa íntima, blusas de malha (podem ter fio elástico misturado), spandex (o
    spandex em si não contém látex, mas são permitidas misturas de até 5% sem a
    descrição na etiqueta), calçados e outros.
  • Roupas das demais pessoas na casa que contenham elásticos devem ser lavadas
    separadamente e serem mantidas o mais distante possível do alérgico, portanto, se o alérgico é criança, os pais devem ter muito cuidado com suas roupas também,
    lembrem que não é apenas onde está o elástico que há perigo, todo tecido estará
    contaminado.
  • Muitos alérgicos ao látex reagem aos aromas, procurem usar sabões mais neutros,
    ideal se sem nenhuma fragrância adicionada, e evite especialmente sabões em pó e
    amaciantes. Utilizo base para sabão líquido diluída apenas em água, sem corantes
    nem aromas, mas alguns alérgicos ao látex usam sabões comerciais neutros sem
    reações alérgicas. Vinagre de álcool e bicarbonato são bons aliados.
  • Fique atento à localização do seu varal para que não haja contaminação do
    ambiente.
  • É aconselhável que as roupas com que as pessoas da casa venham da rua não sejam
    usadas dentro de casa.
  • Alguns tingimentos também podem causar reações.
  • Tecidos muito sintéticos podem favorecer dermatites pela dificuldade da
    transpiração, nem tudo é reação.
  • Há vários relatos de pessoas que reagem também ao algodão natural, cru como
    alguns chamam.
  • Calçados com sola de borracha natural devem ser excluídos, e nos demais é preciso
    estar atento às colas de palmilhas e óleo adicionados aos materiais sintéticos que
    podem conter látex, portanto se reagir mesmo que não perceba onde o látex está,
    evite.
  • Roupas novas devem ser muito bem lavadas antes de serem usadas devido às
    contaminações na fabricação, transporte e estocagem.
  • Sapatos usados na rua não devem ser usados dentro de casa.
  • Muita atenção com roupas contaminadas pelo pó de luvas e balões de látex. Se o
    alérgico ou algum familiar for exposto ao pó de látex, toda roupa deve ser
    imediatamente muito bem lavada, ainda que não haja contato direto. O pó liberado
    no ambiente se propaga como pólen e impregna como óleo de castanhas, podendo
    causar reações graves mesmo após vários dias.

Reações ao Látex

Dificilmente se pensa em fotografar uma crise, especialmente as mais graves.

Além disso, os sintomas piores são sentidos e algumas vezes pouco ou nada visíveis. Mas alguns registros podem dar uma ideia do que as reações causam. Muitas pessoas desconhecem os perigos do látex, eu também o desconhecia. Passei 40 anos sofrendo de patologias diversas mal diagnosticadas devido a esta ignorância.

Mas aqui está a oportunidade de muitos entenderem que o látex adoece e pode matar pessoas, especialmente quando em luvas e balões (bexigas), quando libera partículas no ambiente que podem ficar até 3 dias suspensas e atingir mais de 500 metros.

Perdi minha visão, tenho sequelas e comprometimentos por isso. Vivo em clausura e me alimento com apenas 8 itens, mas consigo me resolver com isso e sou muito abençoada pelas pessoas com quem convivo e pelas inúmeras oportunidades que já vivi.

Porém, existem crianças, muitas, cada vez mais, com esta síndrome. Crianças que precisam ter amigos, estudar, curtir uma vida inteira pela frente, e a sua ignorância em insistir em usar balões de látex por tudo, ou de não excluir de vez o uso de luvas de látex no seu ambiente de trabalho, pode por em risco a sua vida e a de milhares de pessoas.

Além do enorme sofrimento, a Síndrome Látex Alimentos – SLA pode levar a morte em instantes por uma reação anafilática, como aos poucos, pelos agravamentos das crises e uso excessivo de medicamentos para amenizar os sintomas. A grande maioria das pessoas com SLA reage a muitas coisas, sendo as mais perigosas e que atingem o maior número de pessoas são, além do próprio látex, ceras, perfumes, tintas, óleos essenciais e alimentos como castanhas, frutas e mandioca.

Quer saber mais? Acompanhe a página no Facebook e o blog http://www.slabrasil.com.
Saia da ignorância, DIGA NÃO AO LÁTEX!

Biscoitos de Cacau

Precisamos falar sobre essas belezinhas que são os biscoitos de Cacau!
Saborosos e simples de fazer.

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Bater na panificadora:

  • 1 copo de água,
  • 1 pitada de sal,
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco,
  • 1 xícara de açúcar,
  • 3 xícaras de farinha de trigo,
  • 1 xícara de cacau,
  • 1 colher de chá de bicarbonato e
  • 1 colher de sopa de vinagre vertido sobre o bicarbonato por cima da farinha ainda seca.

 

Para assar

Abrir com rolo ou cilindro e cortar. Assar em forno pré aquecido à 280° por cerca de 10 minutos.

Voilá!

 

Como acontece

Entro em algum ambiente aparentemente livre de látex ou alimentos – ou pessoas chegam à minha casa – e tudo parece agradável Tudo inicia muito rápido ou, em algumas ocasiões, horas depois.

Às vezes sinto apenas sono incontrolável. Outras vezes começa com diarreia intensa.
Na maioria das vezes, meu coração dispara. Um rubor agonizante toma conta de meu rosto, olhos, garganta, enquanto os ouvidos incham instantaneamente e doem.

Tem vezes que começa logo por broncoespasmos e o pulmão ameaça parar de repente. De comum em todas as maneiras que inicia é a sensação eminente da morte. A energia vital parece escorrer de mim e resta apenas agonia.

Em alguns instantes, alguém terá de perceber e me salvar injetando adrenalina. Deveria ter comigo adrenalina auto injetável, mas esta infelizmente não está disponível no Brasil e não posso custear a importação, pois são inúmeras às vezes em que preciso. Então resta a sorte de estar com alguém que saiba o que e como fazer, dosar a adrenalina da ampola na dose certa e aplicar com agilidade, sem hesitar.

Feito isso, em instantes volto a raciocinar e respirar, porém todo impacto da crise levará 21 dias para passar. Durante este período, muita medicação ainda será necessária, muitos cuidados para que as inflamações das mucosas não evoluam para pneumonia ou outros, muita dor – especialmente da cabeça e ocular – terá de ser suportada.

Do que estou falando? ANAFILAXIA.

Quem nunca sentiu ou presenciou talvez tenha ouvido falar em anafilaxia ou em choque anafilático e relacione com reações a anestesias e medicamentos. Mas ela pode ocorrer por diversos motivos, em geral, uma grave reação alérgica.

Por definição, anafilaxia ocorre quando dois ou mais sistemas do organismo, sendo um deles respiratório ou vascular, entram em colapso. Pessoas alérgicas ou com doenças auto imunes podem iniciar o quadro de anafilaxia por diferentes motivos e diferentes sintomas. No caso das pessoas com Síndrome Látex Alimentos – SLA, pode ocorrer apenas por estar no mesmo ambiente que produtos de látex – especialmente as luvas e balões que liberam partículas muito voláteis no ar e que inaladas vão direto aos pulmões – como também por ingerir ou estar no mesmo ambiente de diversos alimentos, perfumes, tintas e muitos outros, dependendo da sensibilização de cada um.

Mas o importante aqui é dizer mais do que como acontece, é dizer que ANAFILAXIA PODE DEIXAR SEQUELAS E ATÉ LEVAR A MORTE. Não são simples sensações, são sintomas graves, urgência médica e devido ao grande aumento de casos de pessoas alérgicas em todo mundo, temos cada vez mais notícias de pessoas que morrem por anafilaxia.

Aquele conhecido que você ouviu falar que morreu por picada de abelha, aquele outro que passou muito mal quando precisou anestesia, tem aquele também que quase morreu ao comer camarão… todos eles sofreram anafilaxia.

Seja solidário e evite expor as pessoas a coisas que podem causar tanto sofrimento. É importante evitar balões de látex em festas, luvas de látex em seu trabalho ou ambiente familiar, não oferecer alimentos às crianças sem a permissão dos pais. Pense no próximo como em você, afinal, alergias podem ser adquiridas em qualquer momento da vida, ninguém está livre.

Como acontece o choque anafilático

Nhoque de Moranga Capotiá

Receita tradicional italiana muito apreciada no sul do Brasil, o nhoque começou sendo feito de restos de pães ralados, misturados com farinha de trigo – que era um ingrediente escasso – para ser servido aos pobres durante a guerra.

Mais tarde foi se transformando e passou a ser feito e admirado por sua receita com batatas cozidas, cuja lenda diz que, se consumido aos dias 29 com certo ritual, traz fartura.

“Dizem que, num certo dia 29, São Pantaleão chegou a um vilarejo e pediu comida a uma família pobre. O anfitrião dividiu a parca refeição com o santo e cada pessoa comeu apenas sete bolinhas de nhoque. Após as despedidas, os donos da casa encontraram moedas de ouro sob os pratos – daí nasceu o costume de se colocar uma nota ou moeda embaixo do prato de nhoque no dia 29, para atrair fortuna. Os fatos históricos, que pena, tiram um pouco do encanto da simpatia. São Pantaleão viveu entre os séculos III e IV, muito antes, portanto, de o próprio nhoque ter sido inventado. Seja como for, a história é bonita.”

Mas a fartura do nhoque está mesmo na textura e no sabor, que nesta receita com moranga capotiá, são ainda mais intensos e coloridos, ideais para todos os tipos de molhos.

Muito fácil de ser feito, pode ser uma boa atividade em família, afinal, colocar a mão na massa é sempre um prazer. Então bora se enfarinhar!

Foto dos nhoques já enrolados e enfarinhado dentro de formas de metal.
Foto dos nhoques já enrolados e enfarinhado dentro de formas de metal.

Receita:

  • ½ moranga capotiá cozida por 10 minutos ou mais no microondas (o tempo varia de acordo com tamanho e maturação da moranga, o importante é que ela fique um purê bem cozido e homogêneo);
  • 1 a 1 e ½ xícaras de farinha de trigo (pode também ser feito com farinha de arroz)
  • 1 colher de chá de vinagre de álcool natural;
  • Sal a gosto.

Preparo:

Em uma vasilha, coloque a moranga cozida, o sal e o vinagre e adicione farinha aos poucos, sovando.

Quando a mistura desprender facilmente da mão, sem estar pegajosa, largue sobre superfície enfarinhada e sove mais um pouco. Não adicione muita farinha à massa, apenas o suficiente para enrolar sem grudar.

Corte a massa com uma faca em porções pequenas e faça rolinhos com as mãos contra a superfície, cortando posteriormente os nhoques no tamanho desejado. Se preferir, você também pode usar a nhoqueira.

Os nhoques não devem ficar muito grandes, pois assim o interior não irá cozinhar de forma uniforme.

Polvilhe um pouco de farinha neles cortados para não se grudarem durante o cozimento.

Podem ser cozidos diretamente em água fervendo ou congelados por até 3 meses (neste caso devem ser colocados ainda congelados para cozinhar).

Cozinhar por poucos minutos, em fogo alto, até que todos flutuem. Depois é só escorrer.

Conforme mencionado, ele combina com qualquer molho, mas o tradicional é aquele guisado caseiro que cada casa tem o seu tempero.

Foto do nhoque pronto para servir, com molho de guisado caseiro.
Foto do nhoque pronto para servir, com molho de guisado caseiro.

 

Fonte da história do Nhoque: Revista Casa e Jardim

Doce de Moranga com Pimenta

Mais uma receitinha de dar água na boca.
Confira abaixo como fazer esse doce que é simplesmente uma delícia!

Doce de moranga com pimenta
Foto do doce de moranga com pimenta

Ingredientes:

  • 1 xícara de purê de moranga capotiá (cerca de meia moranga pequena cozinha em água ou no microondas);
  • 1 xícara de leite de coco caseiro;
  • 1 xícara de açúcar mascavo;
  • 1 colher de sobremesa de vinagre de álcool natural;
  • 3 pimentas dedo de moça.

Modo de preparo:

Bata no liquidificador o purê de moranga, o leite de coco e o açúcar e reserve.

Corte as pimentas ao meio e, em seguida, fatie as metades em fatias bem fininhas. Se você gosta de sabores um pouco mais picantes, mantenha as sementes, senão, após cortar as pimentas ao meio, antes de fatiar, retire as sementes e a polpa branca. Aqui em casa a preferência é picante, então conservo as sementes e ainda coloco umas gotinhas de conserva de pimenta malaguetinha.

Foto de cima de dois potes de inox com as pimentas malagueta já separadas e prontas para serem cortadas.
Foto de cima de dois potes de inox com as pimentas malagueta já separadas e prontas para serem cortadas.

Coloque tudo em panela alta pois respinga, adicione o vinagre e leve ao fogo até engrossar e a quantidade diminuir pela metade.

Deixe esfriar e conserve em refrigerador. Esta delícia pode ser consumida pura, no pão ou mesmo como acompanhamento de carnes.

Foto em close do doce de moranga em um pote de vidro, com uma colher de cabo azul mergulhada e pronta para servir.
Foto em close do doce de moranga em um pote de vidro, com uma colher de cabo azul mergulhada e pronta para servir.

Bolo de cenoura sem ovos, sem leite e sem fermento

Receita produzida em 2015, mas que ainda não tinha sido publicada aqui no blog. Super saudável e, o melhor de tudo, fica uma delícia. Confira:

Bolo de cenoura, ainda sem cobertura.
Foto do bolo de cenoura já assado, ainda sem cobertura, sobre um prato de vidro transparente.

Massa:

  • 3 cenouras cozidas
  • 1 xícara de açúcar
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sobremesa rasa de bicarbonato
  • 1 colher de sopa de vinagre de álcool
  • ½ xícara de óleo de coco extra virgem
  • +ou- 1 xícara da água do cozimento das cenouras ou de kefir de água.

Preparo:

  • Colocar no liquidificador as cenouras, o óleo de coco, o açúcar e a farinha. Sobre a farinha, colocar o bicarbonato e sobre ele o vinagre. Colocar a água ou kefir de água aos poucos batendo até formar mistura homogênea.
  • Assar em forno pré-aquecido médio por cerca de 30 minutos.

 

Cobertura:

  • 2 colheres de sopa de chocolate fragmentado Ouro Moreno
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco extra virgem

Preparo

  • Levar ao microondas por 1 minuto em caneca alta, mexer bem e despejar sobre o bolo assado.

 

Bolo de cenoura pronto, com cobertura de chocolate.
Foto do bolo de cenoura já pronto, com a cobertura de chocolate aplicada e colocado sobre um prato de vidro transparente.